Eduardo Miranda Costa, da madeira bruta às formas da baianidade, a revelação de um artesão

Eduardo Miranda Costa, reside há 46 anos em Feira de Santana, no distrito de Maria Quitéria. O artista é responsável por trabalho de elevada qualidade artística. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Eduardo Miranda Costa, reside há 46 anos em Feira de Santana, no distrito de Maria Quitéria. O artista é responsável por trabalho de elevada qualidade artística. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Ele não é feirense nato, mas é como se aqui tivesse nascido. Natural de Candeias, 47 anos, Eduardo Miranda Costa reside há 46 anos em Feira de Santana, no distrito de Maria Quitéria (estrada da Goiabeira que dá acesso a Jaguara). Há 28 anos deu início a jornada como escultor de madeira, utilizando apenas o dom natural, aperfeiçoado de forma autodidata.

As peças entalhadas em madeira possuem formas e movimentos, com temática regional. Uma mulher carregando lata d’água na cabeça, uma negra de cabelo trançado. Nesta nova fase, Eduardo entalha bailarinas.

Ele explica que as peças remetem a “um estilo afro-baiano, dança conhecida aqui no recôncavo. Uma dança africana, misturada com a baiana, tipo raízes do candomblé. Elas não são exatamente bailarinas, são dançarinas.”.

Com média mensal de 30 a 40 peças artesanais. O artista sonha em ter uma loja, e explica que gostaria de ter “um ponto de referência na cidade, onde pudesse apresentar todos os trabalhos. Uma loja que o cliente vá e encontre tudo. Porque as que eu tenho aqui [na residência] vou fazendo e vendendo, nem tem como eu deixar uma peça de cada, porque são muitas. E se eu tendo minha loja, evidentemente, ia expor um maior número de peças.”.

Eduardo diz que utiliza a madeira Cedro, “que é muito mole”. E segue explicando: “porque a madeira que eu uso é uma madeira que não é extrativismo. É um material que vem das fazendas de cacau. Aquelas fazendas que a vassoura de bruxa atacou.”.

As pessoas interessadas nas obras de Eduardo Costa podem adquiri-las por telefone: (75)3484-0271 e (75)9159-6707. Elas também podem ser adquiridas em Salvador no Mercado Modelo, ou, no Instituto Mauá.

“O fazer humano elevado ao belo”, definição de obra de arte por Aristóteles.

Vivemos um tempo onde tudo parece ser feito em série, de forma mecânica. Uma obra única, esculpida de forma autodidata, com cortes imperfeitos, nos remete ao belo, a arte. Neste dualismo, nos vemos diante de algo singular.

Na reportagem fotográfica realizada pelo jornalista Carlos Augusto, as pessoas podem apreciar o processo de transformação da madeira bruta em obra de arte.

Confira imagens do artista e da obra

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Eduardo Miranda Costa, da madeira bruta às formas da baianidade, a revelação de um artesão
Eduardo Miranda Costa, da madeira bruta às formas da baianidade, a revelação de um artesão
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Eduardo Miranda Costa
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Eduardo Miranda Costa esculpindo no ateliê
Eduardo Miranda Costa, da madeira bruta às formas da baianidade, a revelação de um artesão
Eduardo Miranda Costa esculpindo no ateliê
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa esculpindo no ateliê
Eduardo Miranda Costa esculpindo no ateliê
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
A madeira bruta toma nova forma nas mãos de Eduardo Miranda Costa
Eduardo Miranda Costa

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).