Privatizaram o espaço público de Feira de Santana

O espaço público do Centro de Feira de Santana, na realidade, atual, pode ser vista como uma fábrica de perversidades, não só para os pedestres como para os comerciantes que pagam seus impostos e todos os custos necessários para colocar um estabelecimento comercial em funcionamento.

Quem tentar transitar pelas vias do centro da cidade, na qualidade de pedestre, logo vai observar como os seus direitos estão sendo desrespeitados pelo comércio informal, tendo os Gestores Municipais como coniventes. Privatizaram o “espaço público” do centro da cidade, dificultando aos pedestres o direito, constitucional, de ir e vir, estimulando a desconfiguração do ambiente público.

O espaço urbano, tanto na qualidade de público como privado, sempre estimulou o interesse de todo tipo de comerciante, tanto os formais como o daqueles que vivem na clandestinidade. Sabemos que na verdade todo este comportamento é reflexo da prática do capitalismo selvagem e em Feira de Santana não é diferente. A mercantilização nas diversas artérias da cidade virou modismo e, o pedestre a cada dia, perde o espaço que lhe pertence por direito.

Verdureiros, muambeiros com produtos do Paraguai, na maioria CD`s e DVD`s, lanchonetes ambulantes – algumas até com fornos microondas – todos na ilegalidade, disputam espaço com o pedestre que se vê acuado. Esta “parafernália” ambulante provoca uma distorção da logística que deveria ser empregada na organização das vias públicas, não só na calçada como nas pistas onde os veículos passam por problemas similares.

Liga-se o pisca – alerta e se estaciona em qualquer lugar, em filas duplas… de qualquer forma. Os motociclistas, motoristas à parte, não respeitam nenhuma sinalização. Não há fiscalização do trânsito, consequentemente também não há punições.

Aliado a estes fatores, está a falta de respeito à população que paga seus impostos e vê seus direitos cerceados pelo descaso, que lhes dispensam os gestores públicos, coniventes com este comportamento inadequado do comércio informal. Por outro lado, observamos a inoperância ou falta de atitude do CDL – Clube de Diretores e Lojistas – entidade criada para defender os direitos dos comerciantes, que pouco ou nada faz. Enquanto isso, o povo, eternamente o povo, é condenado a transitar em meio aos veículos, se expondo aos riscos, colocando em jogo sua integridade física, quando não a psíquica. Feira de Santana se tornou uma cidade sem leis, uma terra de ninguém.

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Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.