Uma homenagem às mães | Por Carlos Augusto

José Augusto e Lucy Oliveira da Silva comemorando 43 anos de casados.

José Augusto e Lucy Oliveira da Silva comemorando 43 anos de casados.

Carlos Augusto, Lucy Oliveira da Silva, Luís Claúdio Oliveira da Silva e José Augusto Dias da Silva Junior.

Carlos Augusto, Lucy Oliveira da Silva, Luís Claúdio Oliveira da Silva e José Augusto Dias da Silva Junior.

Lucy Oliveira da Silva e a neta-filha e afilhada Carla Patricia de Lacerda Silva, em Neuchâtel, Suíça, em 2 de novembro de 2011.

Lucy Oliveira da Silva e a neta-filha e afilhada Carla Patricia de Lacerda Silva, em Neuchâtel, Suíça, em 2 de novembro de 2011.

“Por Roberto Carlos -Nossa Senhora | Cubra-me com seu manto de amor; Guarda-me na paz desse olhar; Cura-me as feridas e a dor me faz suportar; Que as pedras do meu caminho; Meus pés suportem pisar; Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar; Se ficaram mágoas em mim; Mãe tira do meu coração; E aqueles que eu fiz sofrer, peço perdão; Se eu curvar meu corpo na dor; Me alivia o peso da cruz; Interceda por mim minha Mãe, junto a Jesus...” Lucy Oliveira tocando as mãos da filha-neta, Carla Patricia. Ela adora ouvir as músicas de Roberto Carlos pela mensagem espiritual que elas contem.

“Por Roberto Carlos -Nossa Senhora | Cubra-me com seu manto de amor; Guarda-me na paz desse olhar; Cura-me as feridas e a dor me faz suportar; Que as pedras do meu caminho; Meus pés suportem pisar; Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar; Se ficaram mágoas em mim; Mãe tira do meu coração; E aqueles que eu fiz sofrer, peço perdão; Se eu curvar meu corpo na dor; Me alivia o peso da cruz; Interceda por mim minha Mãe, junto a Jesus…”
Lucy Oliveira tocando as mãos da filha-neta, Carla Patricia. Ela adorava ouvir as músicas de Roberto Carlos pela mensagem espiritual que elas contêm.

Este é o primeiro domingo que passo sem minha mãe Lucy Oliveira da Silva, também é o primeiro dia das mães que passo sem ela. Fechei os olhos e busquei nos exemplos dela a força para a superação.

Resolvi compartilhar com vocês uma carta que escrevi para os meus irmãos, José Augusto Junior e Luís Claudio; e para a minha filha, Carla Patricia. Também compartilho com vocês uma poesia que a neta-filha, Carla Patricia escolheu para homenagear a nossa mãe, Lucy.

Espero que de alguma maneira esta mensagem possa ser refletida por todos, e recebida como uma homenagem a todas as mães.

Aos meus irmãos Luís Claudio Oliveira da Silva e José Augusto Dias da Silva Junior,

À Carla Patrícia de Lacerda Silva, filha-neta de Lucy Oliveira da Silva

Sofro muito neste momento e não tenho palavras que possam expressar o quanto perder nossa mãe machuca a minha alma.

Eu amo vocês e jamais lhes abandonarei. Precisamos seguir em frente. Vocês são muito parecidos com ela em muitas coisas, e isto trazia felicidade para nossa mãe. Ela se sentia orgulhosa dos filhos que tinha. Ela pedia pela unidade da família e temos que buscar esta unidade em nome dela.

Hoje, pensei em nossa mãe Lucy e como reagia diante da vida. Lembrei-me que ela participou do enterro do pai, da mãe, das irmãs e dos irmãos, e nunca perdeu a alegria de viver.

Sempre que me encontrar diante da dor, do erro e da dúvida, ou mesmo das coisas boas que a vida eventualmente nos traga, vou lembrar-me de como nossa mãe agia, das palavras que ela dizia, do exemplo de ser humano que ela era, e continuará a ser em nossas vidas.

O tempo não volta, apenas aguardo a oportunidade de beija-la mais uma vez e dizer o quanto a amo. Quando me despedir desta vida, quero tê-la em meus pensamentos, e quero pensar que vou ao encontro dela para nunca mais deixa-la.

Peço que busquem no exemplo de nossa mãe os valores a serem semeados em nossas famílias e em nossas vidas.

Recebi em nome de nossa família inúmeros votos de pesar. Votos de amor a nossa mãe. Certamente estes gestos trazem alegria à alma da extraordinária mulher que foi e continuara sendo a nossa mãe, Lucy Oliveira da Silva.

Eu amo vocês e peço perdão por ter falhado com nossa mãe. Está dor me acompanhará por todos os dias da minha vida e será apenas minha.

Perdoem-me.

“Para Sempre | Por Carlos Drummond de Andrade 

Por que Deus permite

que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,

é tempo sem hora,

luz que não apaga

quando sopra o vento

e chuva desaba,

veludo escondido

na pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.

Morrer acontece

com o que é breve e passa

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade.

Por que Deus se lembra

– mistério profundo –

de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto de seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.”

Confira imagens de Lucy Oliveira

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).