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Pedido de falência de empresa de mídia americana levanta debate sobre estratégia de privilegiar o digital em relação ao impresso

O recente pedido de falência da Journal Register Company (JRC) levantou um debate nos Estados Unidos sobre a decisão da empresa de mídia de privilegiar o digital e se essa estratégia realmente estava atraindo publicidade suficiente para sustentar uma editora de jornais que entrava na era digital.

A JRC comanda 18 jornais e outros veículos de comunicação nos Estados Unidos e é dirigida por John Paton, defensor incansável de sua estratégia de “digital primeiro”. Paton disse a Jeff Jarvis, diretor doprograma de Jornalismo Interativo da Escola de Jornalismo da City University of New York (CUNY) e membro do conselho diretor da JRC, que essa estratégia requer que operadores dos jornais mudem seu foco para “o digital primeiro e o impresso depois”.

JRC e o MediaNews Group uniram forças, em 2011, com o nome de Digital First Media, empresa que tinha Paton como CEO. Paton, que se mostrou otimista com o futuro da JRC após sua compra, em 2011, pelo fundo de investimentos Alden Global Capital, explicou em seu blog as razões da JRC para apelar à Lei de Falências.

No entanto, analistas de mídia questionaram o aparente sucesso no aumento do faturamento com publicidade digital da JRC, alardeado por Paton. “Podem alardear o que quiserem, mas a bonança digital de Paton não foi exatamente como ele disse e não foi suficiente para evitar a bancarrota”, disse Ryan Chittum, da Columbia Journalism Review (CJR).

Em carta aberta a Paton, Bill Grueskin, da Columbia Journalism Review, lembrou que, como uma empresa privada, a Journal Register não é obrigada a divulgar informações financeiras, mas criticou a companhia por “anunciar cifras de um crescimento surpreendente ao mesmo tempo em que se negava a divulgar os dados que comprovariam tal informação”.

Em resposta a Grueskin, Paton disse que a JRC aumentou seu faturamento com publicidade digital de 9 milhões de dólares em 2009 para mais de 30 milhões de dólares em 2011 – podendo chegar a 40 milhões de dólares em 2012.

Ao New York Times, Paton disse que declarar falência era “indiscutivelmente o que deveria ser feito” do ponto de vista dos negócios, mas que a reação emocional a essa atitude tem sido problemática. “É muito muito público e muito muito vergonhoso”, disse Palton a Christine Haughney, do Media Decoder.

Espera-se que, com o processo de falência, que deve levar aproximadamente 90 dias, uma filial da Capital Alden Global assuma a JRC.

Veja o artigo completo aqui (em inglês).

*Com informações do Centro Knight | Por Ian Tennant/AP.

Carlos Augusto
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