Durante entrevista, Tarcízio Pimenta nega que tenha desistido de concorrer à reeleição para prefeito de Feira de Santana e comenta sobre investimentos

Prefeito Tarcízio Pimenta nega que tenha desistido de concorrer à reeleição para prefeito de Feira, e comenta sobre investimentos municipais e implantação da UFRB.

Prefeito Tarcízio Pimenta nega que tenha desistido de concorrer à reeleição para prefeito de Feira, e comenta sobre investimentos municipais e implantação da UFRB.

O prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta (PDT),  — em entrevista exclusiva concedida nesta terça-feira (10/04/2012, ao Jornal Grande Bahia (JGB), nesta terça-feira (10/04/2012), na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana — comentou sobre substituições de secretários, investimentos municipais, projeto de duplicação da Avenida Nóide Cerqueira, implantação do Campus da UFRB em Feira de Santana e eleições municipais de 2012, oportunidade em que confirma candidatura:

“Eu vou deixar para eles mesmos responderem. Eu não tenho nada a comentar. Eu acho que as nossas questões políticas nós temos um foco, uma discussão e vamos partir para essa discussão. Não sei em que é que alguns, que devem ser adversários nossos, se baseiam nisso ai.”

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia — O senhor fez uma série de novas nomeações em função de desincompatibilizações. O que muda na sua administração daqui para frente?

Tarcízio Pimenta — A composição do novo secretariado vem em função de atender as normas e legislação eleitoral. Todos que deixaram serão candidatos, automaticamente nós vamos ter a condição de dar oportunidade a outros que vão poder exercer a sua missão, porém sem que o governo venha a sofrer qualquer solução de continuidade nas suas metas, nos seus objetivos.

JGB — A sua administração tem se sido bastante destacada na questão de pavimentação urbana. O que está sendo realizando neste momento?

Tarcízio Pimenta — Existem várias obras sendo realizadas em Feira de Santana. Agora mesmo estava com o vereador Ailton Mô sobre o Areal de Basílio que é uma obra histórica para Feira de Santana, inclusive tanto a população daquela região reclamava de investimentos naquela parte do Areal, que vivia eternamente como uma área de poeira, de abandono, de acúmulo de lixo e nós estamos dando a ela uma estrutura melhorada, uma praça de convivência que vamos entregar nos últimos dias.

Investimos na João Durval, uma grande avenida, vale salientar que já está tomando um novo cenário na João Durval, pavimentação asfáltica, em toda aquela primeira etapa que vai desde a Praça Áureo Filho até a Presidente Dutra. Estamos concluindo a Comendador Gomes, que outra grande via de acesso no Parque Panorama, Fraternidade. Estamos também pavimentando ruas em vários bairros de Feira de Santana, a exemplo da Periférica que é uma grande Avenida no parque Lagoa do Subaé, que também sempre foi reclamado pela população. No Bairro Tomba estamos fazendo também alguns investimentos de pavimentação asfáltica. De tal sorte que são inúmeras obras que estão sendo configuradas nesse processo.

JGB — O Jornal Grande Bahia levantou que com relação à ampliação da Avenida Nóide Cerqueira foi feito um traçado de desvio. Como o senhor analisa essa questão?

Tarcízio Pimenta — Essa grande avenida está em análise e no projeto do governo do Estado. O governo do Estado está fazendo esse projeto, a definição de todo esse traçado. Com certeza essas discursões vão avançar ainda mais e nós vamos ter ainda com certeza uma nova grande avenida, que vai inclusive desaguar na Presidente Dutra. Eu espero que com isso a gente tenha atendida uma parcela significativa da população que trafega ali naquela região.

JGB — Não poderíamos deixar de falar sobre política o senhor que mudou de partido, ingressou no PDT. Como é que o senhor analisa atualmente a conjuntura política objetivando a sua reeleição?

Tarcízio Pimenta — Eu digo sempre que as questões políticas, elas tem que ter o seu foco e tem que ter o seu momento oportuno. Não adianta a gente querer precipitar decisões políticas, eleição, campanha, porque inclusive fere diretamente a legislação eleitoral. Nós temos que nos preparar para o momento oportuno para as convenções, definição das coligações, das candidaturas, futuros candidatos a vereadores, tudo isso que vai permear esse processo todo, e não tenho dúvida que nós vamos ter um momento oportuno para discutir essas ações.

JGB — Vou ser mais específico. Comentaristas, principalmente no rádio, dizem que o senhor não seria mais candidato a reeleição. O que o senhor tem a responder sobre isso?

Tarcízio Pimenta — Eu vou deixar para eles mesmos responderem. Eu não tenho nada a comentar. Eu acho que as nossas questões políticas nós temos um foco, uma discussão e vamos partir para essa discussão. Não sei em que é que alguns, que devem ser adversários nossos, se baseiam nisso ai.

JGB — Por último a UFRB. O senhor está aqui, na audiência pública que discute a UFRB. São cerca de 100 hectares a área que os técnicos da UFRB estimam para a implantação do Campus de Feira de Santana. O que o senhor acredita ser necessário para que isso se materialize? A sua administração estaria disposta a adquirir essa área e doar para o governo federal? Ou o senhor imagina que o caminho é outro, o próprio governo do estado resolver essa questão?

Tarcízio Pimenta — A implantação da UFRB no seu campus avançado em Feira de Santana já é uma realidade. Inclusive estive em Brasília no ato de assinatura da presidente Dilma Rousseff em relação a ampliação dos campus na Bahia e Feira foi comtemplada com essa estrutura.

Agora todo esse cenário de implantação que está sendo discutido, recentemente estive reunido em Cruz das Almas, com toda a direção da UFRB. Essas discussões são importantes porque vai gerar expectativa de uma nova Universidade Federal para a Bahia. Porque nesse momento, o que está acontecendo é a implantação de um campus avançado, que tem ligação direta com a UFRB de Cruz das Almas.

A expectativa de Feira é que no futuro venhamos a ter uma universidade federal mesmo, com todas as características. Portanto as expectativas diárias também vão nesse sentido, porque não é concebível que você agora parta para implantar uma unidade dessa em uma área que não apresente possibilidades futuras de crescimento. Por isso que está se falando em 100 hectares, uma área com perspectivas futuristas da implantação de uma universidade federal definitiva aqui em Feira de Santana.

JGB — Mas o senhor acredita que a competência para aquisição dessa área possa ser da Prefeitura, do Estado ou da União?

Tarcízio Pimenta — A competência pode ser de todos os poderes. O que tem que se discutir  são todas essas possibilidades e viabilidade. Isso será e está sendo discutido em todas as esferas.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).