SINDILIMP-BA questiona licitação no SAC e quer melhor critério para contratação de terceirizadas

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) coloca sob suspeição a licitação promovida pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia (SAEB) que deu um contrato de mais de R$ 32 milhões por ano para que a empresa Hope Serviços e Construções Ltda. assuma as tarefas do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). “O capital da empresa é de menos de R$ 1 milhão o que não da suporte para assumir cerca de 2 mil funcionários em toda a Bahia. Quem ganha com a vitória de uma empresa cuja única experiência no setor, se é que podemos qualificar assim, é administrar um desconhecido Condomínio Barbarense?”, questiona Luiz Carlos Suíca, coordenador do Departamento Jurídico do Sindilimp-BA.

O sindicalista refere-se à origem obscura da empresa que tem seu registro na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb) datado de abril de 1999. “De 1999 até agora a Hope possui uma única certificação de capacidade técnica fornecida por um tal Condomínio Barbarense. Quando ligamos para o condomínio para sabermos da empresa ninguém sabe dizer nada sobre ela e nem mesmo lembram de que tipo de serviço ela prestou. Não tem a menor lógica entregar o SAC, algo que já foi referência de qualidade de serviço público prestado, a uma empresa desqualificada e desconhecida. Volto a questionar o que está por trás de um absurdo desse? Será que temos agentes públicos envolvidos nisso? Será que os grandes empresários afastados pela Operação Jaleco Branco estão usando essa Hope como testa de ferro para voltarem à administração estadual? A SAEB deve investigar e tornar público os critérios utilizados para a Hope administrar o SAC”, acrescenta Luiz Carlos Suíca.

“Como é que nós do Sindilimp-BA conseguimos levantar esses dados da Hope Serviços e Construções Ltda. com todas as dificuldades que a burocracia impõe e a SAEB não consegue, com, todas as facilidades e portas abertas que encontra, não faz uma profunda investigação da empresa que vai administrar serviços fundamentais para a população?, questiona o dirigente sindical.

Luiz Carlos Suíca finaliza não acreditando até mesmo que Jorge Pinto Teixeira Barboza, sócio majoritário, é mesmo o dono da empresa. “Pode ser mais ou mais um laranja utilizado pelos grandes empresários afastados oficialmente da atividade administrativa estatal. Já vimos isso ocorrer na Raveli e outras. Cabe ao Estado investigar e impedir que se burlem as leis e o serviço oferecido à população seja ainda mais prejudicado e degradado. O SAC foi criado em 1995 e era bem avaliado pela população, algo que já não ocorre. Parece que a entrada da Hope será a pá de cal que faltava para destruir o órgão se a sociedade e o governo estadual não ficarem atentos. Nós, com certeza, estamos fazendo a nossa parte”.

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