Salvador: projeto ‘O que cabe nesse palco’ ocorre no Teatro Vila Velha

O Teatro Vila Velha é uma casa para espetáculos teatrais da cidade de Salvador. Ele é conhecido por 'Vila', cuja fundação data de 1964. O teatro está localizado à Avenida Sete, no interior do Passeio Público (Bairro do Campo Grande).

O Teatro Vila Velha é uma casa para espetáculos teatrais da cidade de Salvador. Ele é conhecido por ‘Vila’, cuja fundação data de 1964. O teatro está localizado à Avenida Sete, no interior do Passeio Público (Bairro do Campo Grande).

O Vila foi o palco que abrigou pela primeira vez os Tropicalistas e os Novos Baianos; que inspirou Glauber Rocha e lhe cedeu Othon Bastos para fazer Deus e o Diabo na terra do sol; que apresentou às plateias do mundo Lázaro Ramos, Virgínia Rodrigues, Érico Brás e muitos outros. Que foi sede da Anistia Internacional depois de ter ajudado o movimento estudantil a se reestruturar durante os anos da ditadura. Que, tendo sido inaugurado no dia 31 de julho de 1964 por uma vontade de muitos, é, para todos, um palco de liberdade.

No Vila, desde sua origem, são formados artistas, técnicos e gestores; encontros acontecem; novas políticas culturais são construídas, implementadas, adaptadas por outros e tornam-se políticas públicas. No Vila, o acesso aos meios de produção e às obras produzidas é dos mais democráticos e justos deste país.

Ao Vila interessam grupos, artistas ou projetos que busquem sustentabilidade e independência e, para isso, a associação com outros grupos ou instituições. A chamada é para grupos de todo o Brasil, a única ressalva é para que os grupos de Salvador enviem apenas projetos inéditos. Podem ser projetos de dança, teatro, circo, audiovisual…

Interessam propostas artísticas, políticas e econômicas claras.

Interessam aqueles que propõem inovação, preservação das tradições cênicas e/ou culturais de seu território original, o diálogo com elas ou sua releitura.

Ao Vila interessam investigações, instigações, provocações.

Portanto, se estiver interessado em se associar ao Teatro Vila Velha para apresentar seu espetáculo, dentro do projeto ‘O Que Cabe Nesse Palco’, envie uma proposta que vai ser apreciada pelo colegiado dos artistas do Vila.

Os critérios para seleção são basicamente:

Adequação do projeto e do grupo ou artista aos princípios éticos e estéticos do Teatro Vila Velha (cuja história e propostas podem ser conferidas no site www.teatrovilavelha.com.br)

Adequação do projeto ao espaço do teatro (ver plantas e possibilidades de configuração do espaço no site)

Adequação do projeto ao rider técnico do teatro (ver site)

O que tem de inovador gerencialmente a própria proposta.

Marcio Meirelles, diretor do teatro explica: “Tentaremos atender a todos que se encaixem no perfil acima. Não temos um orçamento muito poderoso, nem muito tempo: inicialmente um ano, embora possamos receber e agendar projetos para as próximas temporadas também. Mas temos muitos outros recursos e muita vontade de somar esforços para realizar planos. Negociaremos as condições e a divisão dos recursos que temos com aqueles que estiverem interessados no mesmo.”

Muitas perguntas e alguns projetos começam a chegar ao Teatro Vila Velha. A maior parte das questões é porque há alguma confusão com os editais. Não é um edital, é um convite para uma associação.

Mas vamos esclarecer algumas dúvidas mais frequentes:

Sobre o pagamento da pauta?

A pauta da Sala Principal custa R$1.200,00 (hum mil e duzentos reais). Pode ser paga ou pode ser o apoio necessário para o grupo se apresentar, como outros apoios demandados: passagem ou hospedagem ou alimentação ou divulgação ou criação de campanha publicitária ou…

Quantos dias de apresentação?

Não há limite. A demanda pode ser para um mês, uma semana, uma apresentação. Pode ser fim de semana, início, meio, horário alternativo.

Podemos solicitar o mês de preferência?

Sim. Podemos não ter o mês de preferência disponível, então tentaremos negociar outro período ou datas dentro do mês solicitado.

Terá bilheteria?

Sempre. Entendemos que DE GRAÇA NÃO TEM GRAÇA. O público deve ser nosso principal patrocinador, mostrando o quanto o que fazemos é necessário, como o pão, o aluguel ou a cerveja que ele não tem de graça, mas paga porque não vive sem. Ou mesmo o cinema, o futebol, a TV a cabo, o celular. Entendemos que projetos de formação de plateia são necessários. Podem ser feitas propostas sobre esse tipo de acesso, no projeto. A bilheteria pode ser o pagamento da pauta, pode ser feita uma proposta de rateio, etc.

Terá passagem?

Pode ser.

Terá hospedagem?

Pode ser.

Terá alimentação?

Pode ser.

Terá tempo de montagem e desmontagem de palco e luz limitado ou dia livre?

Depende da negociação. Depende da necessidade do projeto. Temos a norma de que tudo é possível no Vila para o espetáculo acontecer: quebrar paredes, pintar o teatro, esburacar o chão… DESDE QUE. Inclusive: desde que deixemos o teatro como estava antes do projeto.

A divulgação será feita pelo Vila Velha?

A divulgação institucional, sempre. A divulgação especifica do projeto, depende.

Tem algum relatório de preenchimento?

Não. O que precisamos é o preenchimento de um cadastro, que está no site, do grupo, companhia ou artista. Entretanto podemos imaginar um relatório final, de avaliação.

Cada grupo só pode inscrever um projeto?

Podem ser quantos quiserem. Pode ser uma mostra, repertório, um processo. Leitura, seminário, debates, instalação, performance multimídia, espetáculos de várias linguagens, festival de audiovisual ou cinema. O que pudermos conceber que tenha o que dizer e dialogue com o público.

A contrapartida do grupo poderia ser uma palestra, um debate, uma conversa sobre o processo de montagem do espetáculo?

A contrapartida é a realização do próprio projeto. A contrapartida é ter um público interessado no projeto. Se este incluir palestras, debates, etc. Tudo bem. Bom. Ótimo. Mas não são contrapartidas, são parte do próprio projeto.

Sobre o processo de inscrição: pode ser material virtual? As fotos e vídeos podem ser links?

O processo de inscrição pode ser virtual, links, etc. ou pode ser físico: papel, cd, dvd… o que for mais prático. O que for mais apropriado ou possível para o solicitante.

Como se pode ver tudo está aberto. O importante é o projeto. As condições serão negociadas.

Temos o apoio do PROCULTURA/FUNARTE pelo edital Programação De Espaços Cênicos, somos patrocinados pelo Fundo De Cultura Do Estado Da Bahia no Programa Apoio à Ações Continuadas De Instituições Culturais e pela PETROBRAS. Isso cobre em torno de 70% das despesas do teatro, arrecadamos os outros 30%. Temos tido uma média de 450 a 500 apresentações anuais para um público de 45.000 ingressos em média.

O Teatro Vila Velha é reconhecido pelo MINC como Ponto De Cultura. E recebeu a medalha do Mérito Cultural Da Presidência Da República em 2009, pelos 45 anos de serviços à cultura nacional.

Colegiado de artistas do Vila

Bando de Teatro Olodum: Composto por atores negros, fundado em 1990 em colaboração com o Grupo Cultural Olodum, tendo à frente os diretores Marcio Meirelles e Chica Carelli. Hoje, conta com 25 componentes, na sua maioria oriundos de oficinas e seleções promovidas regularmente. Com uma linguagem própria e contemporânea, o Bando já produziu cerca de 20 espetáculos de teatro – além de atuações no cinema e na TV – e ganhou expressão nacional ao construir seu trabalho sobre as questões do negro no Brasil.

Companhia Novos Novos: Elenco de jovens atores entre 7 e 19 anos oriundos de diferentes classes sociais coordenado pela diretora Débora Landim, que tem como objetivo formar o cidadão através do pensamento crítico que a arte teatral propõe. O grupo foi criado em 2001 e monta espetáculos dirigidos ao público infanto-juvenil, com o qual mantém diálogo fácil e direto.

A Outra Companhia de Teatro: A Companhia transpõe para o palco a estética tradicional de manifestações dramáticas populares na busca de uma forma particular e contemporânea de fazer teatro.

Núcleo Viladança: Fundado em 1998 pela coreógrafa Cristina Castro, já realizou mais de 400 apresentações no Brasil e no exterior. É reconhecido internacionalmente pelo caráter contemporâneo do uso do movimento para traduzir a dinâmica da atualidade.

Núcleo Vila Música: O Núcleo Vila Música é responsável por produzir a programação musical do Teatro Vila Velha e foi formado no início de 2011. Coordenado por Jarbas Bittencourt, o Núcleo é responsável pelos projetos Encontro de Compositores e Vila da Música (ambos em execução no momento). O diálogo permanente com a criação musical atual e o desenvolvimento de estratégias de produção capazes de proporcionar a público e artistas uma alternativa diversificada é o que orienta as suas ações.

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