Produção da indústria baiana recua 4,4% em 2011

De acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), nesta terça-feira (07/02/2012), a produção industrial baiana apresentou, em dezembro de 2011, na comparação com o mês de novembro, queda de 5,2%. Com o resultado, o indicador acumula no ano recuo de 4,4%. Na comparação entre dezembro de 2011 e dezembro de 2010, o recuo foi de 4,4%.

Segundo o IBGE, a produção industrial regional cresceu no ano passado em nove dos quatorze locais pesquisados, com seis locais registrando taxas acima da média nacional (0,3%). Paraná (7,0%), Espírito Santo (6,8%), Goiás (6,2%), Amazonas (4,0%), Pará (2,7%) e Rio Grande do Sul (2,0%). Minas Gerais (0,3%), Rio de Janeiro (0,3%) e São Paulo (0,2%) também tiveram taxas positivas em 2011.

Pernambuco (0,0%) repetiu o patamar do ano de 2010. Bahia (-4,4%), região Nordeste (-4,7%), Santa Catarina (-5,1%) e Ceará (-11,7%) tiveram queda na produção. Entre novembro e dezembro do ano passado, os índices da produção regional, com ajuste sazonal, cresceram em oito dos 14 locais pesquisados.

O maior crescimento foi no Paraná (6,5%), seguido por Pará (3,3%), Rio Grande do Sul (2,3%), Pernambuco (2,1%), Amazonas (1,5%) e Santa Catarina (1,0%). Ceará (0,1%) e São Paulo (0,3%) cresceram abaixo da média da indústria nacional (0,9%). As seis áreas que registraram queda na produção foram região Nordeste (-1,2%), Espírito Santo (-1,8%), Minas Gerais (-2,8%), Rio de Janeiro (-3,1%), Bahia (-5,2%) e Goiás (-7,0%).

Na comparação dezembro e novembro de 2011, a taxa da produção industrial registrou decréscimo de 5,2%, após cair 6,3% em novembro. Em relação a dezembro de 2011 e dezembro de 2010, a indústria apresenta o sexto decréscimo (-4,9%) consecutivo neste tipo de comparação.

Petróleo

O resultado negativo no indicador é atribuído à redução, principalmente, no segmento refino de petróleo e produção de álcool (-24,1%), pressionado pela redução na produção de gasolina automotiva e óleo diesel. As pressões negativas foram apresentadas por veículos automotores (-15,3%) e produtos químicos (-0,3%). A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (9,8%), seguida por borracha e plástico (6,8%) e celulose e papel (1,3%).

No período janeiro a dezembro 2011, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana acumulou decréscimo de 4,4%. Dos oito segmentos da indústria de transformação cinco apresentaram queda no período, com destaque para refino de petróleo e produção de álcool (-9,6%) pressionado pela menor produção de óleo diesel, outros óleos combustíveis e nafta para petroquímica. Os segmentos de produtos químicos (-7,5%) e metalurgia básica (-10,7%), também influenciaram negativamente o indicador. Por outro lado, a maior influência positiva veio de alimentos e bebidas (7,7%).

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