Na Bahia, deputados de oposição se disponibilizam para mediar às negociações com os policiais militares amotinados

Os deputados de oposição estiveram agora a pouco no Centro Administrativo da Bahia, para ter acesso a Assembleia Legislativa, porém foram impedidos por soldados do exército com armas em punho. Outro detalhe que chama à atenção é que, até mesmo uma ambulância da SAMU foi impedida de entrar na Assembleia, para atender ao chamado de uma pessoa que estaria passando mal no local.

A oposição se coloca à disposição para intermediar as negociações. Eles já ouviram Marco Prisco, principal líder da greve, e as reivindicações da Polícia Militar. A oposição acredita que, se houver bom senso do governo, com a intermediação do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, – que já se colocou à disposição do governo do Estado para intermediar as negociações – podemos chegar a um bom termo para o final do movimento.

Os deputados de oposição reforçam a disponibilidade para serem mediadores da negociação e entendem que esse não é um momento de politizar, mas de por fim ao problema.

Oposição teme pelo pior na Assembleia

A oposição na Assembleia Legislativa abriu um canal permanente de diálogo com os PMs que ocupam as dependências da Casa e reivindicam melhores salários e condições de trabalho. Entretanto, de acordo com o deputado Bruno Reis (PRP), vice-líder da bancada, os parlamentares da minoria foram impedidos de entrar na Assembleia por soldados com armas em punho, atitude que, para ele, pode dificultar as negociações pelo fim do movimento grevista.

“O governo do estado e o Exército deveriam facilitar o diálogo e a negociação com os PMs. Mas impediram até que uma ambulância do SAMU entrasse na Assembleia para atender ao chamado de uma pessoa que estaria passando mal lá dentro”, disse Bruno Reis. O deputado cobrou das autoridades que atuem com calma para evitar o acirramento dos ânimos na Assembleia. “O clima aqui é muito tenso e tememos pelo pior, infelizmente”, contou.

“Temos conversado com os líderes do movimento grevista e nos colocamos como mediadores da situação. O governo, ao invés de estar preocupado em expulsar os PMs grevistas da Assembleia, gerando ainda mais tensão, deveria priorizar o diálogo e a negociação”, acrescentou Bruno Reis.

Bancada do Democratas lembra que AL é a casa do diálogo

Diante da iminente ação do Exército, Polícia Federal, Aeronáutica e Força Nacional para retirar os grevistas da Polícia Militar, que se amotinam na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Paulo Azi, em nome da bancada do Democratas, lembra: “A Assembleia Legislativa da Bahia é a casa do diálogo e da negociação, e não da violência”. PTN se posiciona contrário à desocupação da Alba.

A bancada do PTN, que tem três deputados na Assembleia Legislativa (Carlos Geilson, Luizinho Sobral e Coronel Gilberto Santana), se posiciona contra a desocupação da Alba pela força, sem antes esgotar os canais de negociação, justamente na casa do povo, na casa do diálogo. A bancada acredita que não deve haver nenhuma medida que venha de encontro à liberdade de expressão.

O governo falhou quando não filtrou a insatisfação da tropa, que já vinha há muito tempo sendo manifestada. E, lamentavelmente, não teve habilidade necessária, para contornar um problema, que aparentemente, parecia ser de fácil resolução.

O PTN condena esta onda de violência que toma conta da Bahia e, se posiciona pontualmente contrário a qualquer medida da força pela força, quando ainda tem muito que se negociar. Lembrando que, a preservação da vida humana tem que estar acima de grevistas e governantes.

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