Marcelo Nilo avalia que desocupação da Alba é vitória da democracia e elogia a postura pacífica e firme do governador Jaques Wagner

Ocupação da PM na Assembleia Legislativa com a presença das tropas do Exército e da Polícia Federal.

Ocupação da PM na Assembleia Legislativa com a presença das tropas do Exército e da Polícia Federal.

Foi de alívio o sentimento do deputado Marcelo Nilo ao retornar ao seu gabinete na presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, depois de quase uma semana de ocupação da Casa pelos grevistas da Polícia Militar. A conclusão incruenta da longa operação realizada pela Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal restabeleceu a normalidade na sede do Legislativo estadual

O presidente da Assembleia Legislativa considerou a desocupação como “uma vitória da democracia”. Elogiou ainda a postura pacífica e firme do governador Jaques Wagner e o cuidado dos grevistas em não depredar o patrimônio público, pois os danos ocorridos foram mínimos quando levados em conta a quantidade de pessoas envolvidas e o espaço de tempo decorrido. Ele lembrou que recebeu os grevistas no dia da ocupação da sede do Poder, conclamando-os a retomar as suas atividades, diante do alto custo social gerado por uma paralisação na vital área da segurança pública.

Providências

Na sexta-feira, o parlamentar tentou viabilizar o fim do movimento – embora não estivesse formalmente envolvido na negociação – buscando um gesto dos grevistas, que seria a devolução das viaturas que estavam apreendidas no pátio frontal da Casa. Como a radicalização inerente aos movimentos dessa ordem impediu o acordo, foi obrigado pelas circunstâncias a solicitar, no domingo, a adoção das providências que determinaram na devolução dos prédios. Esgotadas as tentativas de negociação, tinha o dever de preservar a vida dos servidores, parlamentares, visitantes e dos próprios grevistas, pelo risco de um movimento envolvendo muitas pessoas armadas.

O deputado Marcelo Nilo está com a consciência tranquila. “Felizmente, não houve derramamento de sangue”, frisou. Ele pretende colocar em votação, dispensando formalidades regimentais com apoio das lideranças partidárias, o projeto de lei que o Executivo vai encaminhar para regulamentar o pagamento das gratificações GAP4 e GAP5. Isso na hipótese de o movimento grevista ser encerrado com base no acordo que está sendo negociado. Em sua avaliação, isso pode acontecer num prazo de 48 horas, pois conhece o espírito público de seus pares.

O presidente Marcelo Nilo assegura que o Legislativo da Bahia não faltará com seus deveres e prerrogativas, contribuindo para a normalização da situação de tensão que tanto afligiu os baianos da capital e do interior. Ele registrou o esforço protagonizado pelos deputados estaduais, sem distinção partidária, em prol de uma solução negociada para esse conflito.

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