Governo e concessionária discutem estratégias para tornar Porto de Salvador principal opção para escoamento da produção agrícola baiana

Com a finalidade de incrementar as exportações agropecuárias do Estado da Bahia via o Porto de Salvador, a Secretaria Estadual da Agricultura e a diretoria do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon) se reuniram, na última sexta-feira (10/02/2012), buscando definir estratégias para que as cargas agrícolas voltem a ser movimentadas, de forma mais significativa, no terminal. O secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e o superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, foram convidados para conhecer as instalações que estão sendo modernizadas e ampliadas.

Embora o Porto de Salvador ofereça a menor distância entre os polos produtores, o escoamento da produção agrícola se concentra em outros portos, devido a entraves burocráticos que atrasam a expansão da sua capacidade instalada. De lá pra cá, após autorização para o aditivo do contrato com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em setembro de 2010, esse cenário vem sendo modificado.

Com investimentos da ordem de R$ 180 milhões, a Tecon Salvador pôde investir em novos equipamentos e após a dragagem realizada pela Codeba por solicitação do governo estadual permitir a atracação dos maiores navios cargueiros do mundo. As intervenções acrescentaram uma área de 44 mil metros quadrados, totalizando 118 mil metros quadrados. Com o incremento no terreno, o berço de atracação chegou a 377 metros. A previsão é que até julho de 2012 a capacidade seja duplicada, o que representa incremento de 663% na produtividade.

De acordo com o diretor-executivo da Tecon Salvador, Demir Lourenço, a carga movimentada na Baía de Todos-os-Santos responde por 30 milhões de toneladas por ano, através dos portos de Salvador, Aratu e terminais de uso privativo. “O nosso desafio é fazer com que essas cargas saiam da capital, atraindo novos investimentos agropecuários e industriais. Desta forma, as restrições operacionais vão ficando para trás, aumentando a competitividade dos produtos baianos”.

A equipe da Tecon Salvador apresentou ao secretário um mapeamento realizado com produtores e exportadores, para entender o porquê de apenas 38% do café baiano ser escoado no estado. A iniciativa teve como meta verificar quais ações devem ser aplicadas para reverter o quadro. Um mapa produtivo divulgou ainda as vantagens competitivas, como redução do tempo de trânsito da área de produção ao porto, do custo do frete rodoviário e da distância percorrida e deslocamento, evitando acidentes, roubo de carga e avarias.

A parceria entre Seagri e Tecon para ampliar a exportação de algodão vem dando resultados. O segundo maior produtor de algodão do País vem trabalhando para diminuir a participação do Porto de Santos no escoamento. A realização de encontros técnicos de logística portuária vem aumentando o índice de confiança dos membros da cadeia do algodão. O saldo disso é que grandes exportadoras do segmento já exportam por Salvador, a exemplo da Dreyfus, Noble, Eisa, Gelncore e Maeda.

Com os ‘portêineres’, as obras de ampliação e dragagem, a utilização do espaço do terminal será otimizada, a intenção é fazer frente à Pecém, em Fortaleza, responsável por escoar mais de 11,9 mil toneladas de frutas da Bahia. Em 2011, o Porto Salvador exportou apenas 3.167 toneladas de frutas (melão, mamão, uvas, manga, abacaxi, banana, laranja, lima e limão).

Confirmando o grande interesse por parte dos estrangeiros por produtos agropecuários com qualidade e regularidade da Bahia, o Porto de Salvador, administrado pela Tecon, vem aumentando as potencialidades do negócio, através de ações comerciais como o projeto de conteinerização da soja – a granel ou sacaria e o novo serviço marítimo de navios com linha direta para a Ásia.

O secretário Eduardo Salles conferiu todas as vantagens competitivas da conteinerização e colocou à disposição toda sua equipe com o objetivo de mudar o cenário das exportações baianas. O trabalho conjunto já rendeu a implantação de uma linha direta para a China e ampliação da exportação de algodão de menos de 1% para pelo menos 30%.

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