Governador Jaques Wagner requisita da presidente Dilma Rousseff presença da Força Nacional com objetivo de tranquilizar baianos

Sobre a segurança no interior do estado, o secretário Maurício Barbosa disse que a maioria dos policiais também está trabalhando.

Sobre a segurança no interior do estado, o secretário Maurício Barbosa disse que a maioria dos policiais também está trabalhando.

Força Nacional de Segurança desembarca na Bahia.

Força Nacional de Segurança desembarca na Bahia.

Um efetivo de 150 homens da Força Nacional de Segurança desembarca em Salvador nesta quinta-feira (02/02/2012), por solicitação do governador Jaques Wagner ao Ministério da Justiça. Outros 500 homens chegam à Bahia nas próximas 48 horas para reforçar o policiamento ostensivo em todo o estado. Também está prevista a presença de tropas do Exército, após entendimento do governador com a presidente Dilma Rousseff.

Ainda no exterior, desde quando foi deflagrada a paralisação de uma parcela dos policiais militares, Wagner vinha acompanhando e dirigindo as ações do governo baiano com o objetivo de por fim ao movimento. “Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial, que considerou a greve ilegal”, afirmou o governador, após se reunir com secretários de Estado, na manhã desta quinta.

Nesta sexta (3) à tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, se reúnem com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves Dias, para definir a participação do Exército no reforço à segurança no estado. “Vamos reforçar a sensação de segurança, já que a PM está nas ruas e apenas uma minoria vem promovendo atos de vandalismo”, afirmou Barbosa, em entrevista coletiva no auditório da SSP, ao lado do coronel Castro e do delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge.

Wagner disse ainda que, “neste momento, o diálogo e o bom senso são as melhores formas de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”.

Interior 

Sobre a segurança no interior do estado, o secretário Maurício Barbosa disse que a maioria dos policiais também está trabalhando. “Mas, vamos fazer o reforço com as companhias especiais como a Caatinga, e as companhias que não aderiram à paralisação. Nós vamos procurar apoio onde tivermos que procurar. Não temos a pretensão de dizer, por vaidade, que não vamos querer todas as ajudas possíveis. Vamos lançar mão de tudo o que está à nossa disposição para devolver a sensação de segurança para a nossa população”.

Secretaria negocia com entidades representativas da classe nesta sexta-feira

Com relação ao movimento de greve, Barbosa disse que foi decretado ilegal pela Justiça. “Peço retorno imediato ao trabalho dos policiais paralisados, que são uma minoria”. Segundo o secretário, dois terços dos 30 mil policiais baianos estão trabalhando e, das 300 viaturas da corporação em Salvador, 210 estão em atividade. “Nós vamos fazer de tudo para voltar a sensação de segurança, para restabelecer a situação de segurança a qualquer custo”.

O secretário também falou que existe, no Governo do Estado, a consciência de que é preciso avançar na melhoria das condições de trabalho dos policiais. “Estamos atentos a isso, mas não podemos admitir desordem e baderna de grupos querendo impor uma condição para além do estado democrático. Então, para isso, estamos nos reunindo com as outras associações, nesta sexta-feira (3), que querem dialogar e conversar para chegarmos a um consenso sobre essa melhoria tão esperada por nossos policiais”.

Responsabilidade 

Para Barbosa, a maioria dos policiais sabe da sua responsabilidade, do seu dever, do seu compromisso com a sociedade acima de tudo. “É em nome destes policiais que nós estamos aqui. O governo está do lado deles. Eles poderão trabalhar sem ser admoestados. Nós não coadunamos é com atos criminosos, que serão devidamente apurados e as pessoas serão responsabilizadas”.

O secretário também ressaltou que o governo não negocia com movimentos radicais. “A decretação de uma greve, sem pelo menos sentar à mesa, como outras associações estão fazendo já amanhã [sexta-feira], é um ato de coerção. Nós não vamos negociar com quem não quer negociar. Decretar uma greve para depois começar a negociação não é o caminho”.

Medidas judiciais vão penalizar crimes civis e militares

Outras medidas judiciais estão sendo adotadas, de acordo com Barbosa, em relação às práticas criminosas que vêm sendo praticadas como forma de coação, a exemplo da retirada de circulação de algumas viaturas que estão sendo levadas de policiais que querem continuar trabalhando. Segundo o secretário, o Judiciário e o Ministério Público estão atentos aos acontecimentos.

“É importante dizer que todos estão engajados nessa luta. Temos que fazer prevalecer o estado democrático. Não vamos conversar com movimentos radicais que querem acima de tudo a autopromoção em detrimento aos interesses dos nossos policiais militares que estão hoje trabalhando e que defendem sua farda acima de tudo”.

O comandante geral da PM, coronel Alfredo Castro, disse que os responsáveis por ações criminosas serão penalizados. “Nós estamos vendo pessoas praticando vandalismo e impondo insegurança à nossa sociedade. Todas elas serão responsabilizadas mediante o que determina a lei. Nós trabalhamos com os crimes militares, que serão julgados por auditores da justiça militar, e os civis, que também estamos enquadrados. Temos uma força tarefa envolvida no levantamento destes crimes para colocar a responsabilidade nos ombros daqueles que os praticaram”.

Força Nacional de Segurança já está em Salvador 

O Boeing 707 da Força Aérea Brasileira conduzindo a primeira tropa da Força Nacional de Segurança, formada por 150 policiais, pousou na Base Aérea de Salvador às 23h30 de quinta-feira (2) para reforçar o policiamento ostensivo no estado. O efetivo passou a noite no Hotel de Trânsito da Aeronáutica, e, no início da manhã desta sexta-feira (3) começa o trabalho de patrulhamento.

De acordo com o comandante da tropa, capitão Luigi Gustavo Pereira, a estratégia de atuação foi definida em conjunto com a cúpula da Segurança Pública do Estado e tem o objetivo de atender às necessidades da população. Outro efetivo, com cerca de 500 homens, está se deslocando por terra, e começa a chegar nesta sexta à capital baiana.

Além dos 650 homens da Força Nacional de Segurança, formada por policiais militares de todos os estados, dois mil soldados do Exército também chegam, no mesmo dia, à Bahia. As forças federais de apoio foram solicitadas ao Ministério da Justiça pelo Governo do Estado para restabelecer a segurança.

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