Associação Caatinga que Tatu Bola como mascote da Copa de 2014

A Associação Caatinga, instituição voltada à preservação da natureza, viu na realização da Copa do Mundo de Futebol, uma grande oportunidade para a escolha de uma mascote para o evento que representasse a riqueza da nossa biodiversidade e ao mesmo tempo a preocupação com as ameaças ao nosso patrimônio natural. Depois de 64 anos o maior espetáculo esportivo do planeta volta a Brasil e assim a Associação Caatinga lançou o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) para ser a nossa mascote: uma espécie 100% brasileira (ou uma espécie que só existe no Brasil).

A escolha deste animal dentre tantas outras espécies silvestres, surgiu devido à habilidade deste animal de curvar-se sobre si mesmo para se proteger, quando ameaçado, ficando no formato de uma bola. O tatu-bola é o menor tatu do Brasil e o mais ameaçado, a sua caça já fez a espécie desaparecer em Sergipe, Ceará e Pernambuco, porém ainda existe na Bahia, Alagoas, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, nas regiões menos habitadas.

Segundo a ONG, “com a divulgação desta mascote, seria despertado uma maior preocupação e cuidado com esta espécie ameaçada de extinção e com toda a biodiversidade brasileira. Uma espécie só nossa, de comportamento tão peculiar, que poderia abrilhantar a copa, mostrando ao mundo a nossa rica natureza e o nosso compromisso com a biodiversidade e sensibilizar o povo brasileiro para a necessidade de cuidado e proteção da natureza. Um gracioso animal que seria mascote perfeito para a nossa Copa, pois leva no nome a principal protagonista do futebol: a bola.

A Associação está solicitando essa semana uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, para formalizar a Campanha e mobilizar deputados e o secretário da copa no Ceará para a defesa dessa mascote junto a FIFA.

Saiba +

TATU-BOLA

Nome cientifico: Tolypeutes tricinctus

Medindo cerca de 50 centímetros , tatu-bola, tem hábito noturno e alimenta-se de cupins, formigas, cascas e raízes de plantas, além de frutas. Essa espécie não escava buracos e sim aproveita tocas abandonadas feitas por outros tatus. As fêmeas produzem, por ninhada, um, ou mais raramente dois filhotes. A caça parece ser a principal ameaça à sobrevivência da espécie, seguida pela destruição e alteração do hábitat (é uma das espécies de tatu mais sensíveis a alterações do ambiente onde vive).

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