A renovação política chega a São Gonçalo com a emergente liderança do jovem médico Tarcísio Machado. Confira a entrevista

Tarcísio Machado: A primeira administração do meu tio, ele era ainda muito imaturo, há quem diga que administração foi melhor, essa não é uma afirmação minha. | Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br

Tarcísio Machado: A primeira administração do meu tio, ele era ainda muito imaturo, há quem diga que administração foi melhor, essa não é uma afirmação minha. | Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br

Tarcísio Torres Pedreira (Tarcísio Machado), 27 anos, formado em medicina pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Filho dos médicos, Targino Machado Pedreira Filho e Maria Edna Vieira Torres Pedreira. Tarcísio atuou como voluntário no 35º Batalhão de infantaria de Feira de Santana, e deu baixa no dia 31 de janeiro (2012). “Porque, até que eu gosto, mas fiz minha prova em Residência Cirúrgica Geral e passei, vou iniciar no Hospital Clériston Andrade a residência de cirurgia pelo SUS Bahia.”, explica, e continua:

“Formei-me, e não queria fazer prova para entrar na residência logo. Eu acredito que o médico não pode sair da faculdade e entrar na residência imediatamente. Porque, se não, ele fica muito preso à especialidade. Eu acreditava que eu precisava me deparar com todas as situações de medicina para completar a minha formação.”, declara.

Com solida formação moral e acadêmica, o jovem filho do ex-prefeito e deputado Targino Machado, tem atuado no município de São Gonçalo. Seguindo os passos do pai, mais trilhando o próprio caminho.

“Eu digo: existe duas coisas que fazem eu não ser, a primeira é ser visto como filho de Targino, eu acho que ninguém deve começar nada sendo filho de alguém, no dia que o povo quiser Doutor Tarcísio, que assim seja. Mas não como filho de Targino ou como sobrinho de fulano.”, pondera.

Em entrevista ao jornalista Carlos Augusto, diretor doJornal Grande Bahia, Tarcísio fala sobre a formação, carreira, sonhos, avalia a trajetória do pai deputado, e do tio prefeito. E revela que os sonhos vão além de São Gonçalo. Também acredita que Targino tem um futuro político como liderança em Feira de Santana, citando José Ronaldo como maior expressão política do município. Ele finaliza a entrevista mandando uma mensagem para os conterrâneos.

Jornal Grande Bahia – O que te levou a ingressar no ramo da medicina?

Tarcísio Machado – Desde criança eu sempre admirei, como qualquer filho, meu pai. Você sempre vê seu pai como seu ídolo. E morando em São Gonçalo, na época que meu pai era prefeito de lá, ele era muito querido pelo povo e a casa do prefeito vivia sempre cheia. Toda vez que a família passava por algum problema, ele jamais era tratado só como uma autoridade, um prefeito e sim rodeado de amigos.

Todo mundo me perguntava o que você ia ser quando crescesse? Eu sempre respondia: vou ser médico e prefeito de São Gonçalo. Pronto, ficou nessa, quando eu tinha 12 anos, minha mãe foi candidata à prefeita em São Gonçalo. Então pedi a ela para fazer um discurso, subi e fiz meu discursinho, meu pai aplaudiu lógico e no final eu dizia que primeiro ia me formar em medicina e depois ia voltar para ser prefeito.

Só que criança não pensa no que está falando, foi algo que não teve um motivo, mais idolatria e vontade de ser igual ao pai e com o tempo a própria comunidade de São Gonçalo já via o filho de Targino como um médico que ia ser prefeito de São Gonçalo e isso foi algo tão incutido na minha cabeça que quando eu fui fazer vestibular nem pensei na possibilidade de realmente é medicina que eu quero? Simplesmente me inscrevi, todo mundo sabe que eu vou ser médico, médico eu vou ser. Então fiz o vestibular, passei em Ilhéus e fui morar.

JGB – Você aconselharia um pai colocar um filho para servir ao Exército?

Tarcísio Machado – Com certeza. Quem escolhe a carreira é o garoto, se ele quer ser militar, ele que vai escolher, mas o ano obrigatório, ficar um ano, isso ai eu acho bastante proveitoso para formação do cidadão. O cidadão faz 17, 18 anos que é quando ele vai responder pelas suas atitudes, que ele atinge a maioridade e não tem pai que ensine o que é a vida melhor do que o Exército. A doutrina militar é algo que se pode tirar bastante proveito para sua vida pessoal, como disciplina, você aprender hierarquia e mudam seus hábitos de vida, sem você perceber. O jovem sai de lá muito melhor e mais maduro.

JGB – Chegaram notícias de que você estaria atuando em São Gonçalo. Isso é correto?

Tarcísio Machado – Com certeza. Eu faço um trabalho voluntário em São Gonçalo, no qual todas as terças-feiras eu assumo o plantão, também aos sábados e domingos de 15 em 15 dias, por 48 horas. Para mim não há nada mais gratificante do que poder completar a minha formação com o carinho e com os amigos me ajudando.

Qualquer pessoa que chegar ao hospital de São Gonçalo dia de terça-feira vai tomar um susto, porque é absurda a quantidade de pessoas que tem lá para atender. Ontem eu estava voltando de lá, do plantão de terça, sai quarta pela manhã, eu atendi mais de 200 pessoas em um dia, se você for pegar o plantão de qualquer outro médico do meio de semana, não passa de 70, 80. Lógico que eu carrego comigo o nome Targino Machado.

É muito bom eu poder atender de forma voluntária o povo de São Gonçalo, como eu lhe disse no início da entrevista, eu me acostumei, me habituei a ver meu pai e aminha mãe fazendo isso, todos os dias, 24 horas por dia, sem cobrar um centavo a ninguém. E os dois, assim como minha avó, a mãe dele, que era uma pessoa com pouco estudo, mas que as portas estavam sempre aberas e atendia o povo, sem cobrar qualquer centavo.

JGB – Mas isso lhe gratifica?

Tarcísio Machado – Muito. Pode ter certeza que se não gratificasse eu já tinha saído. É muito bom você trabalhar com as adversidades, trabalhar quando está tudo lindo você não coloca o seu brilho, quando está tudo perfeito você não dá a sua cara ao trabalho. Quando tem onde melhorar você pode dizer, eu quero que isso seja assim, você está o tempo todo inquieto, dando o melhor de si para poder melhorar o ambiente de trabalho, melhorar o atendimento do povo de São Gonçalo.

O Hospital de são Gonçalo, tem um atendimento, se você for comparar com outros hospitais de cidades do mesmo tamanho, tem um atendimento de ótimo a excelente, na parte de quantidade de profissionais e qualificação de seus profissionais.

Algumas vezes acontece de um paciente chegar lá e precisar transferir, só que a população não entende que a transferência só é feita quando a Central de Regulação do SUS libera e às vezes parece que nós não estamos querendo transferir e que vamos deixar o paciente se agravar em São Gonçalo. Surgem boatos de que está ambulância, que o Hospital não tem isso, não tem aquilo, quando na verdade é uma responsabilidade do governo do Estado autorizar a transferência do paciente, dizendo onde tem uma vaga.

JGB – Na sua avaliação médica, o Hospital está adequadamente equipado?

Tarcísio Machado – Com certeza. Não tenho dúvidas em dizer. Eu tive a oportunidade de trabalhar no Sul da Bahia, em diversas cidades de mesmo porte que São Gonçalo. Inclusive em Conceição da Feira você não tem nem um hospital em uma cidade vizinha que dê suporte completo para cidade de Conceição da Feira.

JGB – O Hospital de São Gonçalo, você acredita que ele consiga atender as pessoas de quantos municípios?

Tarcísio Machado – Vem gente de São Felix, Cachoeira, Conceição da Feira, Antônio Cardoso, de Humildes, que não acha vaga aqui em Feira, Anguera, Serra Preta, tudo isso custeado com averba Federal que vem para cidade de São Gonçalo. Mas em nenhum momento a gente dá prioridade ao povo de São Gonçalo.

Não existe a gente selecionar paciente e dizer, Conceição, volte para Conceição, porque a gente tem que dar prioridade ao povo de São Gonçalo. Eu jamais faria uma avaliação positiva, independente de quem fosse o prefeito, eu estou falando a minha avaliação como médica, e todos os outros plantonistas são testemunha do que eu estou dizendo, tem muitos defeitos, mas na realidade da Bahia, o Hospital de São Gonçalo tem um atendimento muito bom.

JGB – Você acredita que na sua posição você faz essa medicina por vocação, por interesse político, ou porque você acredita que como filho de São Gonçalo é também seu dever contribuir para que seus conterrâneos tenha uma vida um pouco melhor?

Tarcísio Machado – A sua pergunta é muito boa, porque é uma dúvida que circula no meu próprio pensamento. Essa semana, me perguntaram em São Gonçalo, se eu seria candidato a prefeito agora? Eu respondi que tinham duas condições que me atrapalhavam, isso eu estou falando, considerando a possibilidade de o prefeito não ser, porque ainda existe a possibilidade de uma candidatura com o prefeito, inclusive, eu gosto muito dele.

Se existisse a possibilidade de você ser prefeito agora você seria? Eu digo: existe duas coisas que fazem eu não ser, a primeira é ser visto como filho de Targino, eu acho que ninguém deve começar nada sendo filho de alguém, no dia que o povo quiser Doutor Tarcísio, que assim seja. Mas não como filho de Targino ou como sobrinho de fulano.

O segundo ponto é pelo fato de eu ter me formado tão recentemente, eu tenho feito um trabalho buscando cuidar das pessoas e dando o melhor, porque eu gosto de tratar bem as pessoas. Porque eu acho que o povo pobre e o povo humilde é que deve ser bem tratado. Porque aquele povo que chega lá 90% das vezes não tem nada e quer que você diga apenas, bom dia, boa tarde, boa noite, como é que vai o senhor? Dê um aperto de mão, um abraço, eu só vim aqui para o senhor me examinar e pronto.

Porém, no dia que confundirem o meu atendimento com interesse político pode ter certeza que a política será descartada, eu nasci, cresci e me formei médico e médico eu vou morrer. Então eu não posso permitir que um mandato ou um cargo lá na frente interfira na opinião do povo em relação ao meu atendimento, no dia que disserem Tarcísio só atende assim ou assado porque quer ser prefeito, pode ter certeza que a minha vontade de ser político vai deixar de existir.

JGB – O que você acredita que poderia fazer para que a população de São Gonçalo se orgulhasse do médico Tarcísio Machado, prefeito? Que legado você deixaria para sociedade?

Tarcísio Machado –  Pelo fato de São Gonçalo ser um município próximo de Feira de Santana e se você busca tornar São Gonçalo uma rota para Feira, você vai desenvolver muito mais a cidade de São Gonçalo. Quem vem para Feira de Santana pela BR 101, e vai para 324 desse o viaduto e vem para Feira de Santana, sendo que se você vier por São Gonçalo é muito mais perto e se a gente conseguir passar esse fluxo de São Gonçalo para Feira, só melhorando estrada, o desenvolvimento da cidade vai ser fantástico, essa é uma ideia que eu tenho nos meus planos para o futuro.

Eu acredito que a região metropolitana vai favorecer bastante São Gonçalo, mas o povo tem que entender que não pode ganhar seu dinheiro lá e vim gastar em Feira de Santana, então a prefeitura tem que arrumar meios de fortalecer o comércio para que o dinheiro venha para dentro do município e não que saia dele.

A minha ideia, se Deus quiser, eu estiver a disposição da sociedade para ser avaliado, é certamente fazer diferente, no intuito do trato com as pessoas. Eu não posso me eleger a nada no qual eu fui escolhido pelo povo e simplesmente sentar numa cadeira para fazer ignorância, para dizer não, dizer vocês só vem aqui para me pedir isso, porque eu tenho certeza que é muito mais incomodo para quem pede, do que para quem recebe o pedido, se você vem me pedir uma coisa eu tenho certeza que você está muito mais incomodado em pedir, do que eu em ouvir.

Existem várias formas de você dizer não, basta às pessoas acreditarem que você realmente não pode fazê-lo. Em São Gonçalo a gente tem uma cultura muito forte de assistencialismo, de pessoas irem para prefeitura pedirem uma cesta para o prefeito, receita para comprar o remédio, cimento, bloco e isso é muito e isso fica muito difícil você tirar da cabeça do povo, até porque meu pai tem culpa nisso, porque ele ajudou muito as pessoas, só que isso tornou um vício e as pessoas precisam entender que não é por esse caminho do assistencialismo que a cidade cresce mais, não estou dizendo que sou contra, pelo contrário, estou dizendo que todas as vezes que eu poder ajudar, ajudarei. Mas todas as vezes que eu não poder ajudar eu lhe darei um não, boa tarde, me procure depois, que se eu poder ajudar, eu ajudarei, se não poder eu lhe darei um não de novo, isso é o que um homem deve fazer. Não simplesmente dizer, olhe me procure tal dia, e naquele dia não estar presente. Me ligue, e eu não lhe atender.

Eu acredito no homem, por maiores que sejam as decepções que a gente tem, eu acredito até que me provem o contrário, que se você me diz que está precisando disso ou daquilo, é porque realmente você está precisando. Eu vejo São Gonçalo como Feira de Santana, para frente no desenvolvimento, aproveitando as oportunidades que a cidade tem, em relação à saúde, a educação, a agricultura, porque eu acredito que o povo de São Gonçalo é muito trabalhador e tem pouco incentivo e poderíamos fortalecer o nosso comércio através da agricultura.

JGB – Estamos chegando ao final da nossa entrevista e eu não poderia deixar de lhe perguntar, o que o médico Tarcísio Machado pensa do político Targino Machado?

Tarcísio Machado – Guto, meu pai, lógico que para mim, eu sou suspeito para falar, mas é uma pessoa que sempre buscou a verdade. A verdade em que sentido? Ele poderia e já teve diversas oportunidades de fazer parte do governo, não desse governo, mas de vários governos, no entanto, manteve sua posição de independência.

Admiro porque é um homem trabalhador, que gosta de lidar com as pessoas, que se relaciona bem com o pobre, o humilde e que dificilmente você o levaria em uma casa que ele sairia de cara fechada ou que diriam que esse homem é isso ou aquilo, em qualquer casa que você abrir a porta e colocar o deputado Targino Machado dentro, ele vai divertir as pessoas, fazer uma brincadeira e quando sair de lá, ele pode não deixar nada lá dentro, mas a casa estará melhor do que quando ele entrou, isso é impressionante.

Eu o tenho como um ídolo, porque é muito difícil você vê pessoas que estão dispostas a trabalhar o tempo todo de domingo a domingo e que na segunda-feira está acordado 5:30 horas da manhã para trabalhar. Por isso eu acredito muito que por mais que quase sessentão já esteja, aquele homem vai surpreender muita gente.

Ficou muito tempo restrito a centros menores, mas é impressionante e ninguém pode negar o resultado que ele teve em Feira de Santana. Impressionante porque foi pouco tempo de trabalho e foi realmente trabalho, não foi compra de lideranças políticas, ele entrou em Feira, abriu o escritório dele e ele é quem trabalha, é ele quem atende, todo mundo que Targino presta alguma coisa tem que passar por ele, dificilmente ele vai fazer um favor para alguém sem essa pessoa pelo menos sentar na frente dele, isso faz com que ele estreite o laço com o eleitor, para conhecer e poder representar bem o eleitor.

É difícil hoje você falar mal de José Ronaldo, tem gente que não vota em José Ronaldo, mas se não for envolvido com política, mesmo os que não votam vão dizer, José Ronaldo foi um excelente prefeito e ele hoje é a maior liderança em Feira de Santana. Porém, eu acredito que daqui a alguns 8, 12 anos, Feira de Santana vai ser um local escasso de lideranças com credibilidade.

E não será mais José Ronaldo porque ele não vai, acredito eu, se prender a Feira de Santana, porque das lideranças do DEM, as poucas que restam ele é hoje se não a primeira, a segunda liderança, acredito eu, terceira porque tem o deputado ACM Neto, José Carlos Aleluia e José Ronaldo, são esses hoje os lideres dos Democratas e Feira de Santana é muito pequena, não é de forma alguma diminuindo Feira, porque eu sou apaixonado pela cidade, é aqui que eu moro e pretendo tocar a minha vida, mais Feira de Santana é muito pequena para José Ronaldo e eu acredito que daqui a 8,12 anos ele não estará mais dentro de Feira propriamente dito e eu posso afirmar com uma certa crença que o deputado Targino Machado pela credibilidade que ele tem dentro de Feira de Santana, pelo respeito que ele tem, principalmente dos políticos, que embora ele já esteja perto dos 60 anos ele ainda pode surpreender muito.

JGB – Você acredita que o deputado Targino Machado pode se tornar uma liderança porte de Feira e um dia chegar a se tornar prefeito de Feira?

Tarcísio Machado – Um dia sim Guto, eu acredito que em política existem vários fatores que interferem no destino, por exemplo, ninguém iria imaginar que Tancredo Neves iria morrer e José Sarney se tornar presidente da República, ninguém iria imaginar que uma mulher que nunca foi nada, só porque Lula foi com a cara dela, a colocou para ser ministra chefe da Casa Civil, excelente administração do ministério e que se tornou presidente da República.

Existem coisas na política que fogem da rotina, mas se você for analisar hoje a politica com os dados que nós temos hoje e sem os intemperes do destino, com certeza ele já é uma liderança em Feira, estaria dentro das três ou quatro lideranças de Feira de Santana e acredito que com a saída de José Ronaldo, eu não vejo ninguém com credibilidade e respeito político e até um certo medo, porque eu acredito que os políticos respeitam muito o deputado Targino Machado, porque sabem que ele sempre vai dizer a verdade e quando ele bota alguma coisa na cabeça é difícil tirar, não é porque está chegando a terceira idade, que esteja no final da sua carreira política, porque ninguém olha para ele e vê uma pessoa que está no fim da vida, pelo contrário a gente vê nele uma pessoa que está trabalhando com gás de quem quer alguma coisa.

Eu não acredito que o deputado Targino Machado esteja trabalhando do jeito que ele trabalha apenas para se eleger deputado estadual em 2014, porque ele poderia se eleger em 2014, sem precisar de tanto desgaste, então ele trabalha e faz porque ele gosta, ele nasceu para fazer isso, atender o povo e para ser político, então nós devemos respeitar. Eu não posso dizer que ele vai ser prefeito de Feira, mas eu posso dizer que se ele tiver essa vontade e nós nunca conversamos sobre isso, pelo pai que eu tenho, pelo homem que eu conheço, pelo político que Feira de Santana conhece, se ele tiver essa vontade, ele vai fazer de tudo para alcançar o objetivo e o deputado Targino Machado fazendo de tudo, com toda s sua força, em relação a trabalho que ele tem, se o objetivo for esse, nós devemos respeitar e não podemos duvidar, se duvidarmos podemos quebrar nossa cara.

JGB – Como você analisa a administração, de Antônio Cardoso Dessa (Furão), em São Gonçalo?

Tarcísio Machado – A primeira administração do meu tio, ele era ainda muito imaturo, há quem diga que administração foi melhor, essa não é uma afirmação minha, o povo quem diz, não sei se contaminado pelo desgaste. Mas a minha avaliação é que essa administração dele, ele foi mais maduro, mais liderança, mais homem do que menino na época e por isso não se permitiu contaminar-se por alguns fatos que acontecem na rotina de um político.

Eu avalio da seguinte forma, se o prefeito for pela pessoa que é, não estou falando do meu tio, ele é uma pessoa boa, se melhor assessorado fosse, ele poderia fazer uma administração muito melhor, porque a politica em São Gonçalo é a do toma lá, da cá, é a política do vereador que pede isso, pede aquilo e se o prefeito não der ele fecha a cara como se fosse obrigação do prefeito tratar um vereador diferentemente do outro, e como ele é um homem que tem pavio curto, ele acaba se isolando e se distancia das lideranças políticas, dos vereadores e cria de forma equivocada um certo medo.

Não é qualquer pessoa que tem a liberdade de entrar no gabinete dele e fazer uma crítica a ele, porque embora tenha amadurecido muito, eu não acho que ele recebe bem, filtra bem, as críticas positivas e negativas, e não acho que ele escolhe bem as pessoas que lhe passam informações do que acontece na cidade. Eu acho que se ele estivesse melhor assessorado em todas as áreas do município, ele seria melhor avaliado, seria um prefeito muito melhor do que ele é, porque existem queixas, falhas na administração que eu tenho certeza que ele nem sabe que existe, isso é culpa do assessoramento, parcialmente uma culpa dele que não permite receber essa críticas.

Mas é uma pessoa que se da muito bem comigo, eu tenho uma relação com ele de amigo, eu jamais seria oportunista ao ponto de aproveitar a rejeição dele e a minha ascensão, jamais faria isso, porque eu não poderia colocar a política a frente da minha família, porque ele sempre me tratou com muito carinho, já morei dentro da casa dele, os filhos dele me tratam como se fosse o irmão mais velho e não há pessoa no mundo que poderia fazer um pedido e que poderia me convencer a fazer mal aquele homem.

Gosto muito dele, trabalharei muito para ele, só fico chateado, porque acontecem essas pequenas coisas, esse rumores, de que Tarcísio é candidato a isso, que Tarcísio é candidato a aquilo e ele embora liberdade tenha, não chegou para mim, não pegou meu braço, o que é que você quer? Não me perguntou em momento algum, e tenho certeza que se ele perguntasse eu iria olhar no olho dele, não mais como sobrinho e tio, mas de homem para homem e dizer, eu quero é lhe ajudar.

JGB – Você tem vontade realmente de um dia chegar a prefeito de são Gonçalo? A concorrer como prefeito ou vereador

Tarcísio Machado – Hoje eu sou filiado ao Partido Social Cristão (PSC), o partido do deputado Targino Machado. Talvez você esteja, me perdoe, limitando muito o meu sonho, eu seria um homem com a cabeça muito pequena, pra eu dizer para você que o sonho da minha vida é ser prefeito de São Gonçalo. Isso é algo que desde pequeno, pelo fato de ver meu pai, eu sempre admirei, sempre tive essa vontade de ser. Não vou ser hipócrita de negá-las. Mas muita coisa aconteceu na minha vida, me tornei adulto, eu tenho minhas vontades e meu pai não é mais prefeito, então eu não posso limitar os meus sonhos a esse ponto.

Se você me perguntasse hoje, se você fosse morrer hoje, qual o sonho, o que você gostaria de ter feito? Eu não tenho ambição de poder, eu só quero ser uma pessoa querida e o meu maior sonho, o extremo é colocar o meu nome, Tarcísio Torres Machado Pedreira, em algum livro de história, esse é o meu sonho. Vou correr sempre atrás disso, porque é através de um grande sonho, que a gente vai realizando os pequenos sonhos.

Eu gostaria de dizer ao povo de São Gonçalo que eu estarei sempre à disposição, e que por maior que seja o sonho, serei de São Gonçalo, sempre estarei em São Gonçalo e sempre trabalharei por São Gonçalo.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]