A política comanda a educação brasileira

O Brasil precisa urgentemente atacar, com políticas públicas sérias, o seu tripé principal: Educação, Segurança e Saúde. Não se compreende por que o investimento em educação é tratado de forma política e não como uma obrigação constitucional. Temos hoje professores desmotivados, sem salário adequado, e escolas públicas sucateadas pelo país afora. Enfim, não se dá o devido valor à educação brasileira. Recentemente, foi indicado para a pasta da educação o político “profissional”, Aloizio Mercadante, que nada entende da área.

É a indicação política que continua a corromper as nossas instituições. Quantos profissionais da área de educação, competentes e apolíticos, existem, e o governo federal foi lançar mão logo do senhor Aloizio Mercadante, sem conhecimento da área? Esta é a prova incontroversa do menoscabo federal com a educação brasileira.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) fez importante aparte, dia 9, no discurso do senador Sérgio Souza (PMDB-PR), que falava sobre Educação no Brasil, ao criticar o comportamento da presidente Dilma, que vetou a exigência de Ensino Fundamental para o exercício da profissão de cabeleireiro e manicure. Ora, por que o requisito educação formal foi deixado em plano inferior pela presidente da República? Por quê? Para agradar ao seu eleitorado? Ou o compromisso federal com o fortalecimento da educação é apenas um jogo de interesse ou peça de retórica?

Lamentavelmente, a educação brasileira é tratada de forma política e serve de pano de fundo para encobrir a incompetência de nossos governantes. A política de cotas para negros demonstra o alto grau de deficiência do ensino da rede pública brasileira. Em vez de o governo investir substantivamente numa escola pública de alta qualidade, para nivelar todos: pobres, ricos, negros, brancos etc., prefere colher dividendos políticos ao facilitar a entrada de “negro” na universidade pública em detrimento, por exemplo, de um “branco” pobre que tenha alcançado, em vestibular, uma classificação superior ao “negro”, desmerecendo assim os fatores de competência entre cidadãos. Isso é não é política de educação.

Vejam, também, no plano de política representativa. Prega-se hoje, como necessidade indispensável, que todos os cidadãos tenham educação formal completa: primeiro, segundo e terceiro grau. Hoje, para qualquer empreguinho razoável exige-se conclusão do ensino médio. Por que também não se muda a Constituição Brasileira para que todos os representantes políticos, desde vereador, tenham, no mínimo, a conclusão do ensino médio? É inconcebível que parlamentares que votam as leis do país não tenham educação formal adequada para o exercício do mandato. Isso é muito sério! Ah, mas o ex-presidente Lula não tinha educação formal completa! Mas o Brasil tem que se pautar por modelos educacionais de Primeiro Mundo. Não podemos ficar batendo palmas para os Tiriricas da vida.

É um grande retrocesso, para um país que almeja espaço no cenário internacional das nações desenvolvidas, continuar a permitir que o seu Parlamento seja constituído de cidadãos sem formação cultural adequada. O Congresso Nacional deveria envidar esforços para que o nível educacional de nossos parlamentares, a começar dos vereadores, obedecesse aos padrões culturais que estão sendo exigidos dos demais brasileiros.

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