Técnicos da EBDA analisam potencial produtivo em fazenda quilombola

Realizar um levantamento das possibilidades de ocupação produtiva para viabilizar a formação de horta comunitária, atendendo a 20 famílias da Fazenda São Francisco, pertencente ao Quilombo Caipora, em Simões Filho. Esta foi a proposta da visita feita pelos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), ontem (19/01/2012), que tem como objetivo proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos agricultores residentes em áreas periurbanas.

Os agrônomos José Olímpio, especialista em irrigação, e Maria Higina Nascimento, especialista em agroecologia, além do economista João Batista, traçaram um diagnóstico da área, destacando para a análise a qualidade da água e do solo. Após os resultados das amostras, os técnicos da EBDA vão prestar suporte técnico para implementação da horta comunitária e investimento na capacitação dos agricultores familiares, em diversas áreas de conhecimento.

Para a implantação de projetos futuros será utilizado um terreno da Associação de Pitangas dos Palmares, de aproximadamente 1,2 mil hectares, que envolverá a mão de obra de agricultores familiares. No projeto da horta comunitária, a EBDA será a responsável pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), distribuição de um kit de irrigação, sementes, adubo, roupas apropriadas, ferramentas, além da capacitação dos envolvidos.

Segundo o economista João Batista, o consumo desses alimentos pela própria comunidade e a comercialização, permite a todos o acesso a alimentos mais saudáveis e complementação de renda familiar. “A prioridade é a produção agroecológica, pela não utilização de agrotóxicos. Com isso, o produto orgânico é mais valorizado no mercado, potencializando a geração de renda para os pequenos produtores”, observou Batista.

Para a presidente da Associação Comunitária, Maria Bernadete Moreira, o acompanhamento da EBDA, em relação às atividades desenvolvidas pelos agricultores, é fundamental para fortalecer as parcerias. “A minha função é estabelecer um elo de comunicação entre os agricultores e a EBDA, colaborando para a geração de renda das famílias”, destacou.

O agricultor Silvano Souza enumerou os benefícios que a horta implantada proporcionará, no futuro. “A partir das orientações dos técnicos da EBDA vamos realizar um plantio correto, aliando a nossa prática a teoria disponibilizada pela empresa. Muitos agricultores perdem seus produtos por falta de conhecimento e, com o apoio da empresa podemos mudar esta realidade”, comentou.

Horta Comunitária

Seguindo os princípios da agroecologia, nenhum produto químico é aplicado em uma horta comunitária, gerando uma produção 100% orgânica. As leiras recebem cobertura morta e é realizada a rotação das culturas para não desgastar o solo. A manipueira, líquido residual da prensagem da mandioca na produção da casa de farinha, é utilizada na adubação e como defensivo natural das plantas.

A horta foi planejada para ser autossustentável, através da capacitação desenvolvida pela EBDA, para produção de sementes e mudas pelos próprios agricultores. “A perspectiva é de gerar renda na comercialização das hortaliças para investir na manutenção da própria horta e dividir o lucro entre os agricultores familiares, como forma de incentivo e reconhecimento pelo esforço”, afirmou o economista e técnico da EBDA, João Batista.

Projetos futuros

Durante a visita, os técnicos da EBDA verificaram ainda a potencialidade da área do quilombo, para outros tipos de produção, entre elas: apicultura e piscicultura. Para o projeto de piscicultura, os peixes são nutridos em tanques redes, cultivados na lagoa do local. Os tanques redes também podem ser utilizados na horta produtiva, para irrigação, ao mesmo tempo em que os peixes são mantidos na lagoa.

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