Realizada segunda Audiência Pública sobre o Aeroporto de Feira de Santana

Como investimentos do Governo,quando o aeroporto de Feira atingir 8 mil passageiros por mês, ele vai poder receber aeronaves de grande porte, como Boeings 737.

Para discutir as regras e o processo de licitação das obras que darão outro panorama ao Aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana, o Governo do Estado realizou, na manhã desta terça-feira (31/01/2012), na CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) da cidade, a segunda audiência pública sobre o tema, ouvindo os usuários e prestadores de serviços de transporte aeroviário de passageiros e cargas do Aeroporto. A primeira delas aconteu nesta segunda-feira (30), em Salvador. A ideia é melhorar o termo de referência sobre a licitação para que ela possa atender as demandas da população.

O governador em exercício, Otto Alencar, salientou que Feira não pode mais depender de Salvador no setor aeroviário e disse ainda que essa independência vai trazer mais desenvolvimento e mais dinâmica à economia da região. Na oportunidade, ele também falou sobre o deputado Zé Neto e seu empenho nesse projeto: “Zé Neto é o entusiasta desse projeto. Se eu recebo dez solicitações de ações por dia, cinco são de Zé Neto. Ele e Pinheiro [senador] têm ajudado muito no trabalho do Governo Wagner”.

Para o deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto (PT), o Aeroporto da cidade não é só um equipamento. “É um objeto de mudança da nossa economia, transporte, turismo e muitos outros setores”.

Às famílias que estão preocupadas com a desapropriação de áreas do entorno, necessária para a ampliação deste equipamento, Zé Neto garantiiu: “Não haverá exclusão. Desapropriar é preciso por conta da necessidade de ampliação, fruto do desenvolvimento da cidade. As indenizações serão feitas a preço justo”. Sobre o processo de licitação para as obras, de acordo com o parlamentar, ele está previsto para começar em março.

Mais investimentos e mudanças a caminho – Segundo Marcos Cavalcanti, sub-secretário da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura do Estado), R$ 3 milhões serão injetados até a saída do edital de licitação, sendo que R$ 2 milhões já foram os investimentos inicialmente. Isso dará condições de o aeroporto receber aeronaves de pequeno porte, que comportam até 65 passageiros. Depois dessa fase, o aeroporto de Feira receberrá outro investimentos, desta vez de R$ 20 milhões, para que ele possa receber aeronaves como as da Embraer. Quando o aeroporto atingir 8 mil passageiros por mês, ele vai receber mais um investimento, dessa vez da ordem de R$ 25 milhões para que possa receber aeronaves ainda maiores, como Boeings 737 com capacidade de até 124 passageiros.

O senador Walter Pinheiro foi incisivo: “Isso não é um presente para Feira, nós devemos isso a essa cidade. A Bahia precisa de um equipamento de grande porte em Feira para desafogar a demanda do Aeroporto de Salvador e para impulsionar o desenvolvimento da cidade. Essas ações do Estado são respostas a esse estímulo natural. Esse Aeroporto é uma necessidade que não é apenas trocar a cor da tinta, mas de fazer uma verdadeira reestruturação,” explicou Pinheiro.

Participação popular – Na segunda parte da audiência, o diretor executivo da AGERBA (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), Eduardo Pessoa, abriu o espaço para os participantes fazerem os seus questionamentos. Entre os assuntos abordados estava a preocupação com a desapropriação dos moradores, fato que o diretor respondeu prontamente e com referências: “Todos serão indenizados de forma legal. O próprio, governador em exercício, Otto Alencar, garantiu que os proprietários dos terrenos e casas no entorno do aeroporto serão devidamente indenizados”.

Histórico de evolução – O aeroporto de Feira de Santana foi interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2009, sendo liberado em 9 de setembro de 2011, após investimentos de R$ 2 milhões realizados pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba). Atualmente, recebe em sua pista de 1,5 mil metros de 12 a 15 vôos diários de aviões de pequeno porte. Está prevista a realização de uma série de obras que permitirão ao aeroporto receber aviões com até 60 passageiros: implantação de Serviço contra Incêndio; nova sinalização da pista; ampliação do posto de abastecimento de aeronaves, entre outras obras.Estas obras já estão em processo de licitação e vão permitir a operação dos vôos regionais (até 60 passageiros).

Interesse em operar – Três empresas já manifestaram interesse em operar estes vôos para Feira de Santana:Trip, Azul e Passaredo. Observou que todas as obras deverão ter a homologação da Anac.

Vôos de maior porte – para receber vôos de maior porte, como Boeings 737, serão necessários novo terminal; ampliação do Serviço contra Incêndio; ampliação da pista e do pátio de aeronaves; instalação de balizamento noturno; instalação de equipamentos de navegação para vôos com instrumentos, e isso já está sendo providenciado. Assim, o Governo do Estado já passou para 250 hectares a área de utilidade pública do aeroporto de Feira de Santana, que além de abrigar a infraestrutura para um cenário de 2030 vai abrigar as áreas de proteção ao vôo e proteção a ruídos.

Presentes – Também estiveram presentante no evento Eliana Boaventura, sub-secretária da Sedir, Jairo Carneiro, sub-secretário da Seagri; Marcus Cavalcanti, sub-secretário da Seinfra; Saulo Pontes, diretor do Derba; Angelo Almeida, vereador municipal; Fernando Torres, deputado federal e o prefeito Tarcízio Pimenta.

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