Preço de mercado das maiores lavouras do país fecha ano em R$ 206 bi, com destaque para algodão e café

O valor bruto da produção (VBP), que leva em conta os preços de mercado das 20 maiores lavouras do país, fechou 2011 em R$ 205,9 bilhões. O resultado foi 11,9% superior ao de 2010 e o melhor já registrado desde 1997, quando começou a ser acompanhado.

De acordo com o Ministério da Agricultura, que divulgou os dados hoje (19), o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento, 30,7%, com destaque para o estado de Mato Grosso.

O coordenador do estudo, José Garcia Gasques, da Assessoria de Gestão Estratégica do ministério, disse que o resultado positivo deve-se aos preços favoráveis aos agricultores e à boa safra colhida no período. As lavouras que mais contribuíram para o recorde foram as de algodão, café, laranja, cana-de-açúcar, milho, soja e uva.

Além do Centro-Oeste, as outras regiões que aumentaram seu VBP foram o Nordeste (17,3%), Sul (8,3%) e Sudeste (7,6%). A Região Norte foi a única que apresentou queda no valor bruto da produção, de 8,9%.

Apesar da previsão de uma safra menor para este ano, de 160 milhões de toneladas (ainda não computadas as perdas com as secas no Sul), a projeção feita pela Assessoria de Gestão Estratégica indica um VBP de R$ 216,2 bilhões, com crescimento de 5% em relação a 2011. O estudo, que é revisado mensalmente, leva em conta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).