O BBB e o QI do brasileiro

o-bbb-e-o-qi-do-brasileiroO Big Brother Brasil, em todas as suas versões, pode ser classificado como um trabalho desprovido de recursos que contribuam para o crescimento de qualquer seguimento da sociedade;

Não adianta o Brasil ser a 6ª economia do mundo se continua sendo um país formado por uma grande parte da população constituída por incultos e sem o menor senso crítico, não tendo a mínima condição de analisar e emitir uma opinião coerente.

Prova disso é o grande sucesso que vem fazendo a série de programas BBB da Rede Globo, já na sua 12ª edição. Na realidade, o sucesso desta série de apresentações só serve para medir o baixo nível do QI do brasileiro e até mesmo o seu caráter.

São 12 versões medíocres de mesmices, futilidades e de muita falta de vergonha, não só dos participantes como dos seus diretores, que aproveitam a falta de cultura da população e do descaso das autoridades competentes, educadores e religiosos que só se limitam a criticar e não tomam uma posição contrária, publicamente, ficando sempre omissos.

O Big Brother Brasil, em todas as suas versões, pode ser classificado como um trabalho desprovido de recursos que contribuam para o crescimento de qualquer seguimento da sociedade; que nivela as pessoas por baixo, estimulando os instintos mais ínfimos das pessoas, mostrando a falta de cultura e de senso crítico da população e que possibilita, para a emissora, um faturamento excelente.

Antonio Barreto, educador e cordelista baiano – um dos poucos educadores que se manifesta de forma direta contra o programa – com bastante humor, compôs 25 septilhas – estrofes de sete versos – sobre o BBB com o título de: “O Cordel Big Brother Brasil: um Programa Imbecil”. Veja a primeira septilha:

Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.

Nestas horas, vemos o quanto é necessário que a programação sofra uma classificação por idade, permitindo que os pais tenham um maior controle sobre o que os filhos acessam na TV. Não somos, fique aqui bem claro, a favor da censura, mas a classificação tem se mostrado necessária e urgente.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.