No comando da Petrobras, Graça Foster vai ter mais de R$ 220 bilhões para investir até 2015

A futura presidenta da Petrobras, atual diretora de Gás e Energia da estatal, Maria das Graças Foster, vai administrar um orçamento de US$ 224,7 bilhões previsto no Plano de Negócios da companhia para o período de 2011 a 2015. O nome dela deve ser ratificado pelo Conselho de Administração da Petrobras na reunião do dia 9 de fevereiro.

Os investimentos da estatal são basicamente voltados para o segmento de exploração e produção de petróleo e gás. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, lembrou que a estratégia foi definida desde que assumiu o cargo, em 2003, e que serviu para viabilizar a descoberta de petróleo e gás no pré-sal.

“Temos reservatórios de petróleo e gás em desenvolvimento, tanto no pré-sal como no pós-sal e, com isso, vamos aumentar a oferta de gás nacional ao mercado sem, entretanto, descartar o gás [importado] da Bolívia, cujo contrato vai até 2019 e é complementar à oferta doméstica. Com relação ao etanol, estamos aumentando – e vamos continuar a aumentar – a nossa participação na produção, através de parcerias com grandes grupos nacionais do setor”, informou Gabrielli.

Ainda sobre o pré-sal, Gabrielli disse que a importância da descoberta de petróleo em águas superprofundas pode ser medida pela previsão da companhia de produzir quase 2 milhões de barris em 2020, apenas com as descobertas já confirmadas. Isso representaria dobrar a produção atual.

O presidente da Petrobras, que está em Davos, na Suiça, participando do Fórum Econômico Mundial, aproveitou para fazer um balanço da atuação dele no cargo. Nestes quase sete anos à frente da estatal, Gabrielli destacou quatro momentos importantes: “o primeiro foi o fortalecimento do Sistema Petrobras, ao reverter o processo de pulverização e segmentação que vinha sendo implantado pela administração anterior; o segundo, foi a mudança no processo de gestão, com mais ênfase em processos e não apenas em resultados; o terceiro foi a renovação da força de trabalho – hoje, mais de 50% do nosso pessoal tem menos de 10 anos na empresa -; e o quarto é o relacionamento com a cadeia de fornecedores, identificando gargalos e ampliando a facilitação de financiamentos”.

Gabrielli confirmou que, ao deixar a presidência da Petrobras e cumprir o período de quarentena [fora de cargos públicos], vai assumir um posto no governo da Bahia, cujo convite foi feito pelo governador Jacques Wagner.

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Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]