Explosivos utilizados na pesca com bomba e em assaltos a banco podem ter fornecedores comuns na Bahia, revela MP

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (23/01/2012), o coordenador em exercício do Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Meio Ambiente (CEAMA), promotor de Justiça Roberto Gomes, que representou ainda o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (GAECO) do Ministério Público baiano, revelou que os explosivos utilizados pelos praticantes de pesca com bomba na Bahia “podem ter a mesma origem que os explosivos usados em assaltos a bancos no interior do estado”. A declaração foi dada durante a apresentação do material apreendido na ‘Operação Poseidon’, no auditório da Coordenação de Operações Especiais da Polícia Civil (COE), em Salvador. A investigação, que resultou na prisão de 12 pessoas e na apreensão de 305 quilos de dinamite, 4.200 espoletas pirotécnicas, 230 metros de estopim e 30 metros de cordel detonante, durou três anos e, além do Ministério Público, contou com a participação das polícias Civil e Militar, do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), do Exército e da Marinha do Brasil, numa ação conjunta que envolveu cerca de 100 profissionais.

Iniciada com o objetivo de combater a pesca com explosivo, a operação acabou se desdobrando para o combate aos crimes contra instituições financeiras, a partir do momento em que os investigadores detectaram a semelhança entre os explosivos usados por ambas as organizações criminosas. “O Ministério Público participou de todas as etapas da investigação”, afirmou Roberto Gomes, destacando que, além da sua atuação, o MP foi representado ao longo desses três anos pelos promotores de Justiça Ediene Lousado (coordenadora do GAECO), Marcos Pontes, Paulo Gomes e Marcelo Guedes (coordenador do CEAMA). “Atingimos duas vertentes do crime, a ambiental e a financeira. Isso fortalece a segurança pública no estado e revela o alto grau de integração existente hoje entre o Ministério Público estadual e os demais órgãos estaduais, federais e municipais, coordenados para combater o crime”, ressalta o coordenador em exercício do CEAMA.

As prisões e a apreensão do material, que aconteceu nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Ilha de Itaparica, Candeias, Simões Filho e Salinas das Margaridas, marcam apenas uma etapa do trabalho de investigação. “O nosso foco agora são os fornecedores. Constatamos que não se tratam de grupos isolados. A atuação deles é ordenada e o desdobramento natural do nosso trabalho é buscar a origem desses explosivos”, destacou Roberto Gomes, que concluiu lembrando que, a partir daqui, cabe ao MP buscar na Justiça as condenações dos 12 presos detidos durante a operação.

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