Salvador: durante evento em homenagem aos judeus, presidente Dilma Rousseff defende Estado Palestino

Governador Jaques Wagner e a Presidente Dilma Rousseff participam da Cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Governador Jaques Wagner e a Presidente Dilma Rousseff participam da Cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

A libertação de prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, no sul da Polônia, em 27 de janeiro de 1945, foi lembrada neste domingo (29/01/2012), em Salvador durante a cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O evento começou no final da tarde deste domingo (29), no Fórum Ruy Barbosa, e foi realizado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), em parceria com a Sociedade Israelita da Bahia (Sib). Participaram a presidente da República, Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner, a primeira-dama, Fátima Mendonça, a mãe do governador, Paulina Wagner, secretários de estado, entre outras autoridades.

A ONU (Organização das Nações Unidas) há sete anos estipulou o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que, além de comemorar a libertação dos judeus do campo de concentração, é um tributo às milhões de pessoas exterminadas pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Cerca de 20 mil negros foram mortos e, segundo a Conib, esse foi um dos motivos da escolha de Salvador para sediar o evento este ano, já que a cidade possui o maior número de afrodescendentes fora da África.

Para o governador Jaques Wagner, “mais do que palavras, é preciso que, na prática, a política cotidiana realize ações de combate a qualquer tipo de discriminação, segregação e intolerância.” Ele agradeceu a presidente Dilma pelo trabalho desenvolvido com a geração de emprego e combate à discriminação. “Um país com oportunidades para todos dificilmente abrigará discriminação e intolerância.”

A escolha de Salvador para receber o evento foi elogiada pela presidente Dilma. “Parabenizo a Confederação Israelita do Brasil pela escolha de Salvador. Essa cidade foi palco de lutas históricas, tanto pela independência do Brasil, quanto pela abolição da escravatura. Salvador é símbolo de uma comunidade que rejeita a discriminação e tem uma imensa capacidade de acolher e respeitar a diversidade.”

O papel dos direitos humanos também fez parte do discurso da presidente. “O Brasil é a favor de todos os tratados de combate ao racismo, discriminação e intolerância religiosa. Sabemos que nossa sociedade ainda discrimina negros, homossexuais ou qualquer pessoa que considere diferente. Porém as sociedades democráticas têm o poder de combater crimes como o holocausto para que eles nunca mais ocorram.” A presidente finalizou dizendo que “nações dignas só se constrõem com democracia, igualdade e tolerância religiosa.”

Compareceram ainda ao evento a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Telma Brito, o vice-governador, Otto Alencar, o presidente da Ordem dos Advogados da Bahia, Saul Quadros, a ministra da Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Defesa do Estado Palestino

O governo brasileiro tem a convicção de que “a criação de um estado palestino democrático e não segregador” é condição imprescindível para que haja paz no Oriente Médio, afirmou hoje a presidente da República, Dilma Rousseff, em discurso na cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A presidente destacou que o Brasil foi o primeiro país a apoiar a criação do estado israelense. Dilma reconheceu que há necessidade de proteção das populações civis locais, mas que isso não pode ser feito num clima de intolerância. “Nações dignas desse nome só se construíram com liberdade, democracia e igualdade.”

Em seu discurso, Dilma classificou o holocausto como um dos episódios mais violentos, trágicos e horripilantes da história da humanidade e elogiou a Confederação Israelita do Brasil (Conib) por ter escolhido Salvador, na Bahia, como palco do evento, devido à história de lutas da cidade, símbolo de comunidade “que rejeita a discriminação”.

Segundo a presidente, a teoria de que parte da humanidade era melhor que a outra, defendida pelos nazistas, era a mesma que o Brasil enfrentou na época da escravatura. “Esse é o princípio de todas as guerras de genocídio”. O Brasil, destacou a presidente, é fiador e signatário de todos os tratados internacionais sobre racismo e discriminação.

Apesar de declarar o orgulho de o Brasil ser uma sociedade com “padrões de convivência harmoniosa”, Dilma disse que não estava na cerimônia para fazer elogios ao País como exemplo de convivência, porque “somos uma sociedade imperfeita”, que trilha o caminho da democracia, mas que ainda discrimina o diferente.

*Com informações do jornal Estadão

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