Crise capitalista é tema do Fórum Social Temático que começa em Porto Alegre

Evento ligado ao Fórum Social Mundial é o primeiro de uma série que acontecerá em 2012. A presidente Dilma Rousseff fará parte do Fórum, que tem como foco a crise no capitalismo e a justiça social e ambiental.

A mobilização por “outro mundo possível” é retomada nessa terça-feira (24/01/2012), com a abertura em Porto Alegre do Fórum Social Temático (FST). O evento é ligado ao Fórum Social Mundial, que surgiu na capital gaúcha em 2001 como antítese do Fórum Mundial Econômico, que reúne a cada ano políticos e empresários na cidade suíça de Davos.

Organizado por movimentos sociais e organizações da sociedade civil, o FST, que prossegue até o próximo domingo, tem como tema a crise do capitalismo e justiça social e ambiental. Além da capital gaúcha, os debates se realizam em Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

O FST tem como intuito ser uma prévia da Cúpula dos Povos, encontro de movimentos sociais que acontecerá paralelamente à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, marcada para junho.

“Nossa preocupação é que a chamada economia verde (proposta central do Rio+20) seja apenas um novo rótulo para o mesmo modelo de desenvolvimento. Para nós, debater a Rio+20 é debater a crise capitalista”, declarou Mauri Cruz, do comitê organizador do FST.

O foco será tentar influenciar os resultados da conferência Rio+20, apresentando propostas alternativas às questões levantadas pelos governos.

Pelo mundo

Desde 2010, as atividades do Fórum Social Mundial acontecem de forma centralizada nos anos ímpares e descentralizada nos anos pares.

Segundo Mauri Cruz, no ano de 2012 acontecerão atividades em todos os continentes e a expectativa é que a edição centralizada de 2013 seja em um país europeu. “A Europa sempre teve um papel ativo no Fórum Social Mundial, mas nunca sediou um evento”, completou.

Além do FST, mais de 25 eventos devem acontecer ainda nesse ano em países como Canadá, Espanha e Tunísia. Cada um dos encontros terá um eixo temático particular, no caso de Porto Alegre é a defesa do meio ambiente, tema tradicional do fórum desde sua origem.

Presença política

Apesar do caráter não governamental e não partidário dos eventos ligados ao FST, a reunião atrairá diversos políticos. Além do governo estadual do Rio Grande do Sul, o governo federal terá uma participação ativa.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, participará nessa quinta-feira da discussão “Diálogo entre a Sociedade Civil e Governos”, ao lado do presidente do Uruguai José Mujica.

Dilma segue os passos de seu antecessor, Lula, que participou de todas as edições do Fórum Social. Além da presidente, pelos menos sete ministros estão confirmados em eventos do FST.

Entre os convidados também estão o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o jornalista e escritor espanhol Ignacio Ramonet e ativistas que fizeram parte de movimentos como a Primavera Árabe, Occupy Wall Street e grandes manifestações que ocorreram nos últimos meses no Chile e na Espanha.

O FST começa na tarde dessa terça-feira com a tradicional marcha pelas ruas de Porto Alegre. A abertura também contará com a presença do brasileiro José Graziano da Silva, novo responsável pela FAO, agência da ONU para alimentação.

A programação do FST inclui debates, oficinas, exposições e eventos culturais. As atividades são em sua maioria organizadas por movimentos sociais, centrais sindicais e ONGs.

São esperadas 30 mil pessoas até o final do FST, no próximo domingo (29/01).

*Com informações: Deutsche Welle

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