Com objetivo de manter cota feminina na Esplanada, vaga de Afonso Florence no MDA pode ser ocupada por Eva Maria Chiavon ou Lúcia Falcon

No ajuste ministerial que vem estudando para este ano, a presidente Dilma Rousseff poderá usar o cargo do titular da pasta do Desenvolvimento Agrário para manter ou até aumentar a atual cota de mulheres na Esplanada. - Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br

No ajuste ministerial que vem estudando para este ano, a presidente Dilma Rousseff poderá usar o cargo do titular da pasta do Desenvolvimento Agrário para manter ou até aumentar a atual cota de mulheres na Esplanada. – Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br

A matéria de Roldão Arruda, do Jornal Estadão aponta a saída do ministro Afonso Florence do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Florence é deputado federal (PT-BA) licenciado. A ex-chefe da Casa Civil do governo Jaques Wagner e atual secretária executiva do Ministério do Planejamento Eva Maria Chiavon é uma das cotas para assumir o MDA, outro nome cogitado é o Lúcia Falcon.

Confira a matéria

Desenvolvimento Agrário pode ter mulher como titular

No ajuste ministerial que vem estudando para este ano, a presidente Dilma Rousseff poderá usar o cargo do titular da pasta do Desenvolvimento Agrário para manter ou até aumentar a atual cota de mulheres na Esplanada dos Ministérios. Entre os nomes cotados para substituir o atual ministro, Afonso Florence, aparecem Eva Maria Cella Dal Chiavon secretária executiva do Ministério do Planejamento, e Lúcia Falcon, secretária de Planejamento e Investimento do Ministério do Planejamento.

Eva, ex-secretária executiva do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, já trabalhou com Dilma, quando ela comandava a Casa Civil, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lúcia Falcon foi secretária do Planejamento do Estado de Sergipe, sob a batuta do petista Marcelo Deda, e sempre esteve na lista de nomes bem cotados pela atual presidente. Em dezembro de 2010, no primeiro esboço que ela fez com os nomes de seus futuros ministros, Lúcia já aparecia como titular do Desenvolvimento Agrário.

Embora tivesse o apoio dos governadores da Bahia e de Sergipe, Lúcia foi deixada de lado por causa de divergências internas do PT. Desde o início do governo Lula, em 2002, a pasta do Desenvolvimento Agrário sempre foi controlada pelos petistas da tendência Democracia Socialista, que se recusaram a abandonar o posto com a ascensão de Dilma. Foram eles que acabaram indicando, o atual ministro, Afonso Florence.

Logo depois de assumir o governo, porém, Dilma convidou Lúcia para o cargo que ocupa hoje no Ministério de Desenvolvimento Agrário. Quanto a Florence, que foi secretário de Desenvolvimento Urbano no governo da Jacques Wagner antes de desembarcar em Brasília, sabe-se que não agradou: seu nome aparece com frequência na lista de ministros que devem ser substituídos nos ajustes previstos para este ano.

Extinção. Não está totalmente descartada, porém, a possibilidade de extinção. A presidente pode transformá-la numa secretaria especial do Ministério da Agricultura, voltada para o apoio a pequenos agricultores.

Tanto a escolha de Lúcia quanto a de Eva poderiam trazer bons dividendos políticos para Dilma. De um lado agradaria os governadores do Nordeste, que insistem na ideia de que a pasta, após ser controlada durante oito anos pelos gaúchos, deve continuar agora com os nordestinos. De outro, também agradaria o Movimento dos Sem Terra (MST), que não se entende com Florence.

O problema para a escolha de um desses nomes continuaria no interior do PT: a tendência Democracia Socialista defende a permanência de Florence. No caso de uma troca, o substituto deveria ser da mesma tendência.

A escolha de uma mulher para o Desenvolvimento Agrário seria boa opção também para o caso de Dilma nomear um homem para a Secretaria da Igualdade Racial: permitiria a ela manter o atual a cota atual de mulheres no ministério.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]