Presidente do Grupo Lomes de Radiodifusão diz que é carlista, mas que votou no governador Jaques Wagner, critica Paulo Souto e comenta sobre Carlos Geilson

Antônio Lomes do Nascimento (65 anos), formado em medicina, preside o Grupo Lomes de Radiodifusão. Em Feira de Santana, as antigas Rádios Eldorado e Antares FM se tornaram retransmissoras das rádios Jovem Pan e Transamérica. Durante entrevista concedida ao jornalista Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia, Lomes comenta sobre Antônio Carlos Magalhães, Paulo Souto e Jaques Wagner.

Polémico e controverso na ideologia, Lomes modificou o cenário radiofônico de Feira contratando novos e experientes profissionais. A mais recente contratação é do radialista e deputado Carlos Geilson, que estreia um programa nas manhãs de segunda a sábado, a partir do dia 2 (01/2012). Lomes promete montar em Feira a sede de uma nova rádio FM. Concessão que recebeu do governo federal, cujo destino seria Amélia Rodrigues, argumentando o fato de o município estar na região metropolitana de Feira de Santana.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – O senhor dirige um grupo de rádio que tem atuação, na Bahia e em Sergipe. E recentemente adquiriu uma nova concessão. Essa concessão que é para Amélia Rodrigues será implantada em que município?

Antônio Lomes – Evidentemente que nós temos que cobrir Amélia Rodrigues. E a distância é muito pequena, nós vamos ter em Amélia Rodrigues um sistema irradiante lá e um sistema auxiliar possivelmente aqui em Feira, vai depender da aprovação do ministério. Mas em se tratando de região metropolitana, a lei me faculta o direito de colocar inclusive um estúdio auxiliar aqui.

Essa concessão eu ganhei em uma concorrência pública que ocorreu em 2001. Depois de 10 anos quando não mais esperava, saiu o resultado. E nós ganhamos não só esta, ganhamos também Aramari (próximo a Alagoinhas), ganhamos também Capim Grosso, que já vamos instalar agora no mês de janeiro (2012). Estamos também instalando outra emissora em Tucano, que deverá cobrir Ribeira do Pombal. Então tudo isso é fruto de um trabalho, participando de licitações limpas, tranquilas, todas realizadas feitas pelo governo federal.

JGB – O Jornal A Tarde, o classificou como Carlista Ortodoxo, como o senhor avalia esse tipo de classificação?

Antônio Lomes – Eu não vou negar, que infelizmente ACM já morreu e todo Carlista Ortodoxo que eu conheço é sério, cumpri tudo que acerta. Tanto é que eu tenho hoje uma parceria com o governo Wagner e estou cumprindo.

Eu já votei em Wagner. Eu não votei em Paulo Souto porque nunca acreditei em Paulo Souto, eu não votei em Paulo Souto, eu votei em Wagner, votei uma, votei duas, porque eu acredito no governo do governador Wagner. Agora Carlista Ortodoxo é aquele que não trai. Carlista Ortodoxo é quem cumpri compromisso e eu procuro ser sempre essa figura.

Eu aprendi com ACM a ser amigo dos meus amigos e cumpri os compromissos que se assume. Essa escola eu tive, não sou aquele, o verdadeiro ‘zetaflex’, um dia é sol, um dia é chuva, está sempre do lado que lhe é conveniente. Eu aprendi com ele a ser correto, ser sério e esses aprendizados continuam até hoje.

JGB – Quantas emissoras fazem parte do grupo?

Antônio Lomes – Nós temos hoje no ar, entorno de doze emissoras. Estamos agora instalando as licitações novas, isso vai depender da liberação. Eu tenho hoje as nossas empresas que pertencem a minha família, todos gostam de rádio, eu gosto de rádio demais, a minha esposa, meus filhos, genros, todos gostam dos meios de comunicação.

Graças a Deus nós estamos dentro dos parâmetros da lei, aquilo que o governo permite eu tenho. No Brasil você pode ter seis emissoras de rádio FM, isso é permitido, seis emissoras de rádio FM e duas AM a depender da classe, se ela é local ou regional. Então nós estamos dentro daquilo que a lei preconiza e nem por isso eu deixo de ter um excelente relacionamento com todos. Porque hoje eu não sou político não participo de partido nenhum, não sou filiado. O meu partido é rádio e na minha rádio todos falam não me interessa a sigla partidária.

JGB – Quais são as expectativas com a ida de Carlos Geilson, o senhor que fechou um contrato com a Transamérica, para ser retransmitido o sinal na Eldorado? O que é que o senhor imagina que é possível ser feito em termos de rádiojornalismo? Quais são as expectativas com a ida do além de radialista, também deputado Carlos Geilson?

Antônio Lomes – Eu não tenho rádio para fazer politicagem, a minha conversa com Carlos Geilson foi clara, ele vai fazer um jornalismo de qualidade. Nesse programa dele todos vão falar, não me interessa de que partido seja. Agora ele manterá sim, a hegemonia do seu nome, o poder e confiabilidade que ele tem, isso é fundamental para qualquer meio de comunicação, confiabilidade. Ele não vai querer de um momento pro outro, por causa da política, tirar essa credibilidade que ele tem com o povo. Porque eu acho que política é política e jornalismo é jornalismo. Não se faz jornalismo tendencioso, jornalismo é aquele do debate, do contraditório, da notícia não manipulada, esse é que eu chamo de verdadeiro jornalismo.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).