24ª Feira Nacional da Agropecuária 2011, que está ocorrendo no Parque de Exposições de Salvador, destaca produção da agricultura familiar baiana

A 24ª Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro), que segue até 4 de dezembro, reúne, no Parque de Exposições de Salvador, pecuaristas, agricultores familiares, empresários do ramo de equipamentos e pessoas do ambiente urbano, interessadas na oportunidade de provar os produtos típicos das diversas regiões da Bahia e em busca de lazer. Estão também representadas na feira 27 cadeias produtivas da agricultura familiar. A abertura oficial da feira foi realizada neste domingo (27/11/2011), com a presença do governador Jaques Wagner e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

A expectativa é de que haja um crescimento de 30% do evento em relação ao do ano passado e que a feira alcance os R$ 100 milhões em negócios, com a venda direta e indireta de animais, maquinários, implementos e financiamentos agrícolas. São 24 leilões programados e participam 800 expositores, com seis mil animais, entre bovinos, equinos, caprinos e ovinos, entre outros.

Segundo Wagner, a Bahia desempenha bem desde a agricultura familiar até o agronegócio. “A Fenagro guarda uma posição de destaque. Tenho certeza de que a cada ano a gente deve melhorar, mostrar a excelência do negócio que a gente está fazendo, com rodadas de negócios importantes, até porque a agropecuária é uma parte importante da economia da Bahia”.

Para Almir Lins, diretor da Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia, entidade responsável pela organização da Fenagro, a parceria dos criadores com o governo, por meio da Secretaria Estadual da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), nunca foi tão forte. “Esta exposição tem o apoio total do governo e da Seagri. Temos muitos trabalhos de melhoria genética apoiados pelo governo, é por isso que a genética baiana é um sucesso em nível nacional”.

Rebanho

A Bahia tem os maiores rebanhos de caprinos e de equídeos do país, o segundo maior de ovinos e o terceiro maior rebanho leiteiro, de acordo com o secretário da Seagri, Eduardo Salles. “O estado tem um potencial pecuário maravilhoso, com todas as condições de clima e de solo ideais para a atividade. A genética baiana dos bovinos é reconhecida tanto para a carne como para o leite, assim como a qualidade de nossos ovinos e caprinos. A Bahia é sinônimo de qualidade, por isso nossos leilões atraem a atenção dos pecuaristas do Brasil inteiro”.

Salles afirma que o governo tem levado as melhorias genéticas para os pequenos agricultores familiares. “Nós temos feito um trabalho muito interessante, o pró-genética, que leva animais de alta qualidade e financiamento a longo prazo para pequenos produtores que façam parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar [Pronaf]”. O secretário disse que o estado avança também na inseminação artificial.

Programa Vida Melhor 

Outra ação para beneficiar o pequeno agricultor familiar, segundo Eduardo Salles, é o Vida Melhor, que vai atingir 18 mil pequenos pecuaristas no estado e abrange sete cadeias produtivas, do leite à pesca. “Na cadeia do leite, por exemplo, teremos 18 mil pecuaristas que receberão assistência técnica e genética. Vamos cuidar dos tanques de leite, laticínios, para que possam avançar na produtividade e se transformar em uma classe média rural”.

José Hilton Magalhães, do município de Sebastião Laranjeira, comprou um trator por meio do Vida Melhor. “Vai melhorar principalmente na área do gado, vou fazer forragem. Eu tinha muita dificuldade, porque pagava hora de máquina e é muito caro. Agora, a gente já tendo a máquina, a gente mesmo vai trabalhar”. Ele diz que o trator vai beneficiar de 20 a 30 famílias da região. “Pretendo ajudá-los porque não sou só eu que preciso”.

Segundo o ministro Afonso Florence, o governo federal financia a máquina e o Governo da Bahia paga os juros, que em outros estados é de 2% ao ano. “Assim, os agricultores com menor capacidade econômica adquirem equipamentos, produzem mais alimentos, aumentam sua renda e, com mais alimentos no mercado, reduzem a inflação, garantindo a segurança alimentar para o baiano.

Feira Baiana de Agricultura Familiar

Coordenada pela Seagri, a II Feira Baiana da Agricultura Familiar está sendo realizada durante a Fenagro e conta com mostra de produtos, tecnologias, palestras, minicursos e bate-papo tecnológico, além de colocar à disposição dos agricultores uma equipe de técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, (EBDA).

A agricultora familiar Nereide Segala, do município de Pintadas, disse que a parceria com o Governo do Estado é fundamental para o pequeno produtor, principalmente na área de capacitação. Ela mostra que fez o dever de casa. “Nós temos que aprender quatro processos: produzir, organizar a produção, industrializar e comercializar. Precisamos produzir, organizar esta produção em quantidade maior e industrializar para comercializar”, explica.

Segundo Nereide, a agricultura familiar produz diversidade. “E nessa diversidade você consegue construir quantidade. Essa semana eu colhi 11 quilos de acerola, que dá para fazer seis quilos de polpa, que viram 36 litros de suco. É essa a dimensão que se tem quando se começa a organizar este pouco”.

Participação das Voluntárias Sociais

Outra novidade da Fenagro este ano é a participação das Voluntárias Sociais da Bahia, com um estande onde estão sendo vendidas bijuterias doadas por uma instituição privada. A primeira-dama do Estado e presidente das Voluntárias Sociais, Fátima Mendonça, disse que a entidade participa de tudo o que pode ser feito para a inclusão. “Estamos vendendo baratinho, porque é isso que importa, a gente participar. Este dinheiro nos serve muito para comprar enxoval, tecidos. A gente faz as coisas como devem ser feitas”.

*Com informações: Secom BA

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