Ministério Público Federal no Amapá ajuiza denúncias contra envolvidos no desvio de recursos do Ministério do Turismo

Funcionários do Ministério do Turismo presos pela Operação Voucher, deflagrada pela Policia Federal, em 9 de agosto de 2011.

Funcionários do Ministério do Turismo presos pela Operação Voucher, deflagrada pela Policia Federal, em 9 de agosto de 2011.

Nesta terça-feira, 30 de agosto de 2011, o Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) ajuizou quatro denúncias contra 21 envolvidos no desvio de recursos do Ministério do Turismo (MTur). Entre os denunciados estão servidores públicos e empresários. As acusações são de formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato – obtenção de vantagem em razão do cargo – e uso de documento falso.

Na denúncia, o procurador da República Celso Leal detalha a participação de cada um dos acusados. Revela, ainda, a conduta deles no desvio de R$ 4 milhões do MTur – valor total de convênio para qualificação de profissionais no Amapá.

Esquema – Beneficiado pela fraude – efetuada pelos servidores públicos –, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Ibrasi) apresentava prestação de contas falsas e realizava contratação de empresas de fachada para a execução do objeto licitado.

Investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) as empresas passaram a forjar documentos para simular a legalidade do processo. Constatadas as atividades criminosas, a Polícia Federal iniciou investigação que culminou na Operação Voucher com a prisão de 36 pessoas, 18 delas presas preventivamente.

Autos do processo indicando possível participação de parlamentar na atividade investigada serão encaminhados à Procuradoria Geral da República (PGR) para análise. Somente a instituição pode decidir se denuncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) pessoa com prerrogativa de função.

Operação Voucher desmonta esquema no Ministério do Turismo

Originada a partir de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), a Operação Voucher resultou na prisão de 36 pessoas, entre servidores do ministério, empresários e representantes de entidades ligadas ao esquema no Amapá. As investigações preliminares da PF constataram irregularidades na execução de um convênio de R$ 4,4 milhões entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi. A PF estima que ao menos dois terços dos recursos foram desviados pelo esquema de corrupção.

Saiba +

Veja no Jornal da Globo: Ex-funcionários do Turismo foram denunciados por roubar R$ 4 milhões

Processo em que Cobert Filho configura como réu

Faça uma Consulta Processual

Conheço outros processos

0004846-24.2011.4.01.31000005608-40.2011.4.01.3100,

0009983-84.2011.4.01.31000009984-69.2011.4.01.3100,

 0009985-54.2011.4.01.31000009986-39.2011.4.01.3100,

0008809-40.2011.4.01.3100

Operação Voucher desmonta esquema no Ministério do Turismo

Originada a partir de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), a Operação Voucher resultou na prisão de 36 pessoas, entre servidores do ministério, empresários e representantes de entidades ligadas ao esquema no Amapá. As investigações preliminares da PF constataram irregularidades na execução de um convênio de R$ 4,4 milhões entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi. A PF estima que ao menos dois terços dos recursos foram desviados pelo esquema de corrupção.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).