Líder do governo Maurício Carvalho rebate acusações e diz que a quebra de sigilo de Tarcízio Pimenta vai ser apurado na justiça

Durante a sessão de hoje (05/04/2011) na Câmara Municipal de Feira de Santana, o líder da bancada do governo Maurício Carvalho (PR) rebateu de forma contundente as denúncias dirigidas pelos vereadores oposicionistas ao prefeito Tarcízio Pimenta (DEM), durante entrevista coletiva realizada na tarde de segunda-feira (04). A defesa não apresentou nenhum fato novo, além do que já foi dito durante entrevista concedida, anteriormente, pelo prefeito à imprensa local.

O vereador afirmou inicialmente que os cheques administrativos emitidos pela cooperativa responsável pelo banco Subaé Brasil, em favor da pessoa física do prefeito, não estavam relacionados a qualquer eventual ato ilícito em relação ao Município de Feira de Santana.

“Há algum prejuízo ao erário?”, questionou. Para em seguida, ele próprio responder: “claro que não, porque foram emitidos contra a pessoa física dele, e se Tarcízio quisesse acobertar alguma coisa incorreta, ele não depositaria cheques no Banco do Brasil e no Itaú, até porque, seria fácil rastreá-los”, argumentou.

Maurício Carvalho defendeu o princípio de que quem deve dar satisfações sobre esse caso, junto ao Ministério da Fazenda e a Receita Federal, é o cidadão Tarcízio Pimenta e não chefe do Executivo. Logo depois o líder governista afirmou que era lamentável o fato da vida pessoal do prefeito ter sido exposta, num ato classificado por ele como um “flagrante de quebra de sigilo bancário que vai ser apurado no âmbito da justiça ”.

Dando prosseguimento à defesa da administração municipal, o vereador questionou sobra a existência de irregularidade na desapropriação de uma área de terra denunciada pelos oposicionistas e em seguida garantiu ser esta uma prerrogativa do governo. Ele disse que o fato da área ter sido adquirida junto a uma empresa M.S.A – Incorporadora de Imóveis e Imobiliária, que tinha entre as sócias Mirela Silva Araújo, filha do diretor do Subaé Brasil, Lourival Araújo, não significava que alguma ilicitude havia sido cometida pelo poder público municipal.

Ele também negou que a prefeitura houvesse solicitado a transferência de valores referentes a uma aplicação financeira conhecida como Ourocap, do Banco do Brasil e que se isso houve a responsabilidade era da cooperativa. Ele também questionou a existência de uma conta não contabilizada, conforme denunciaram os vereadores de oposição.

Quanto à declaração de Tourinho feita durante a sessão de hoje, de que quando se preparava para deixar o auditório do hotel Acalanto, logo após a realização da entrevista coletiva, foi abordado por um cidadão que cochichou ao seu ouvido que o escândalo que envolve o atual prefeito, é similar aos ocorridos quando atuava no município a facção criminosa conhecida como 5º Elite. Maurício disse ser uma comparação grosseira e uma grave acusação feita à figura do gestor.

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