Secretário da Fazenda do governo Pimenta diz ser contrário à estabilidade de ex-vereadores e que gastos é o ponto crítico da administração

Wagner Gonçalves foi firme ao declarar que a única maneira viável para obter controle efetivo de gastos municipais seria promovendo a redução de custeio.

Wagner Gonçalves foi firme ao declarar que a única maneira viável para obter controle efetivo de gastos municipais seria promovendo a redução de custeio.

O Secretário Municipal da Fazenda de Feira de Santana, Wagner Walter Gonçalves dos Santos recebeu ontem (15/03/2011), em seu gabinete situado no prédio do SEFAZ, Rua Barão de Cotegipe, 764, o Jornal Grande Bahia (JGB), oportunidade em que concedeu uma ampla entrevista na qual aborda temas diversos em sua área de atuação.

O secretário que é Auditor fiscal do Estado da Bahia há 24 anos, com formação em Bacharel em Ciências Contábeis (UEFS) e Pós Graduado em Gestão Fazendária. Disse ter assumido o cargo de Secretário Municipal da Fazenda atendendo convite formulado em dezembro de 2008, pelo prefeito Tarcízio Pimenta (DEM).
Falando sobre o seu papel enquanto secretário, ele comparou como uma espécie de assessor que tem como objetivo desenvolver uma administração tributária e a sua execução orçamentária, cabendo sempre ao prefeito à decisão final de forma que haja consenso para que proporcione resultados satisfatórios para todos.
Com relação às dificuldades enfrentadas pela administração de sua secretária, Wagner Gonçalves citou como um dos pontos mais críticos a manutenção do controle de gastos, controle este que é dificultado principalmente pela estrutura administrativa montada em Feira de Santana que contempla Autarquias, Fundações e o Fundo Municipal de Saúde que têm independência de gestão.
Redução de Custos
Ele foi firme ao declarar que a única maneira viável para  obter controle efetivo de gastos municipais seria promovendo a redução de custeio atacando os pontos de maior peso que são os de serviços terceirizados, despesas de material de consumo e insumos, e cita como exemplo gastos com o fornecimento de água, energia, telefones, combustíveis, entre outros serviços.
Ao ser questionado sobre a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que se posiciona contrário a estabilidade econômica de ex-vereadores e servidores municipais. O secretário foi enfático ao afirmar que ele não dispunha de maiores detalhes sobre o assunto e que um levantamento mais exato poderá ser feito junto à secretaria de Administração que possuem um banco de dado da folha de pagamento, o que lhe possibilita levantar nomes, valores e os períodos pagos.
Entretanto, Wagner fez a seguinte ponderação: “se na época havia uma interpretação da lei que permitia este tipo de pagamento e esta lei teve seu efeito anulado não resta outra opção, o dinheiro deve ser restituído ao erário. O que se pode discutir neste caso são as formas e os prazos que devem ser estabelecido respeitando-se o limite da Legislação Trabalhista para fins de desconto, se essa aí for a modalidade”, avalia.

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