ONU vai construir memorial para vítimas da escravidão

Em mensagem, sobre o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico, Secretário-Geral lembrou o sofrimento de milhões de africanos durante a escravatura.

O comércio transatlântico de escravos figura entre as piores tragédias da história da humanidade. A afirmação é do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico, neste 25 de março.

Num discurso em Nova York, Ban lembrou que as Nações Unidas vão erguer um memorial para as vítimas da escravatura, em Nova York.

Trabalho Forçado

Ban alertou para o problema de práticas de escravidão atual, como servidão doméstica, casamento prematuro e tráfico de crianças, entre outras.

O Secretário-Geral afirmou que ” há muito por aprender com os milhões de africanos cujos direitos foram violados, da miséria dos seus descendentes e o impacto sentido até ao momento.”

O historiador guineense, Leopoldo Amado, disse à Rádio ONU, da Cidade da Praia, em Cabo Verde, que é necessária uma ação coordenada para reduzir as desigualdades econômicas que afastam os negros dos processos de decisão.

Oportunidade

“O que se espera é que, efetivamente, possa haver uma situação de maior equidade ou oportunidade entre as pessoas. Se possível até uma sociedade mundial, em que a cor da pele dos negros ou dos afrodescendentes não fossem tida em conta para os afastar dos processos de decisão do acesso ao emprego, à saúde, para que ter esta cor negra não se identifique tanto com a pobreza, com a marginalidade, etc.”

O tema deste ano é: “30 milhões de Histórias Não-Contadas”. Ban Ki-moon disse que a abordagem reflete o interesse em documentar os “horrores cometidos, num esforço que está igualmente a ser empreendido pela Unesco.”

*Com informação da Rádio ONU em Nova York

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