Acidente nuclear nível 4 coloca Japão em alerta e Cruz Vermelha disponibiliza versão em português de site

A explosão ocorrida na manhã de hoje (12/03/2011) em usina nuclear da província de Fukushima, no Nordeste do Japão, resultou em um acidente nuclear classificado como nível 4 pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial (Nisa) japonesa.

Pela Escala Internacional de Eventos Nucleares (Ines), segundo a qual os acidentes desse tipo variam do nível 0 (quando não há nenhuma anomalia) ao nível 7 (acidente grave), a falha no sistema de refrigeração de um dos reatores da usina japonesa corresponde a um acidente com consequências de alcance local.

Assim mesmo, o vazamento de material radioativo em Fukushima já está sendo noticiado como o mais grave da história do Japão e o pior desde a catástrofe ocorrida em 1986 na usina ucraniana de Chernobil, avaliada como de nível 7 da Ines.

Especialistas temem que, com o sistema de refrigeração com problemas, um possível aquecimento do reator da Usina Fukushima provoque um processo de fusão do combustível usado no reator, o que elevaria a temperatura, gerando gases que poderiam não ser contidos pelo edifício de concreto que abriga o reator, cujo recipiente é feito de aço, pois ainda não se sabe ao certo o quanto a estrutura foi danificada pelo terremoto de 8.8 graus de magnitude ocorrido ontem (11).

Ontem mesmo, o governo japonês já havia informado que os níveis de radiação dentro da usina Fukushima 1 haviam aumentado quatro mil vezes. No portão da usina, a radiação aumentou oito vezes. Esta manhã, as autoridades japonesas admitiram que material radioativo como césio e iodo radioativos vazou do interior da usina.

Após avaliar a situação e descartar outras soluções, o governo anunciou que vai usar água do mar misturada a ácido bórico para tentar contornar o problema. Além disso, doses de iodo serão distribuídas entre a população a fim de prevenir o câncer de tireóide, uma das doenças que mais afetou às pessoas expostas a radiação de Chernobil.

Por precaução, cerca de 45 mil pessoas tiveram que deixar a região, onde só permaneceram equipes de resgate e especialistas que avaliam o grau de contaminação e o comprometimento da usina. A zona de segurança, a princípio de 10 quilômetros, foi ampliada para 20 quilômetros.

Cruz Vermelha disponibiliza versão em português de site criado para ajudar brasileiros no Japão

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Cicv) disponibilizou, hoje (12), na internet, a versão em português do site criado para ajudar os brasileiros a localizar parentes e amigos no Japão. O serviço é gratuito e o endereço do site é http://www.familylinks.icrc.org/web/doc/siterfl0.nsf/htmlall/familylinks…

Além de informar que está a salvo, quem mora no Japão pode usar o website para fornecer seus dados para contato. Já quem procura alguém que vive no país pode, além de acessar as informações de quem tenha se cadastrado, deixar mensagens sobre quem está tentando localizar, com dados como o nome e a região em que a pessoa vive.

De acordo com a assessoria da Cruz Vermelha, o serviço será mantido em parceria com a Cruz Vermelha Japonesa e faz parte dos esforços da organização humanitária para ajudar as vítimas do terremoto de 8,8 graus de magnitude, seguido por um tsunami, que atingiu o país ontem (11). A versão em inglês do website foi ao ar ontem (11).

Um site semelhante já havia sido criado à época dos terremotos que atingiram o Chile e o Haiti no ano passado. Hoje, o serviço também está disponível para quem tenta localizar pessoas desaparecidas em meio aos conflitos na Bósnia e Herzegovina, no Iraque, na Somália e no Kosovo, entre outros.

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