Presidente Dilma Rousseff: O holocausto não é nem nunca será só um momento histórico

Após cumprir agenda no Rio de Janeiro, a presidenta Dilma Rousseff foi a Porto Alegre (RS) participar da cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Na ocasião, a presidenta homenageou o povo judeu que, segundo ela, soube manter viva a integridade, por meio de uma resistência cultural e religiosa vibrante e insubordinável.

“O holocausto não é nem nunca será só um momento histórico. O holocausto abre no mundo uma determinada prática de trato do opositor político, que consiste em calá-lo, mas não apenas silenciá-lo, trata-se silenciá-lo através de sua redução a sub-humanidade, através da tortura, da dor e da morte lenta (…). Não se confunda o dever da memória com a passividade da simples lembrança. A memória expressa a firme determinação de impedir que a intolerância e a injustiça se banalizem no caminho da humanidade”, disse.

A presidenta Dilma lembrou que o povo brasileiro, endossado pela Constituição Federal e as legislações a ela associadas, rejeita qualquer tipo de discriminação e de preconceito e celebra a primazia dos Direitos Humanos sobre quaisquer outros direitos. A presidenta foi clara ao reafirmar o compromisso de seu governo como um incansável defensor desse valores de igualdade, dignidade humana e respeito aos direitos humanos.

Em seu discurso, a presidenta lembrou as seis milhões de vítimas do holocausto e declarou que não é mais possível que o mundo aceite o ódio, a xenofobia e a intolerância. Segundo ela, o Brasil é exemplo pela diversidade de seu povo e a convivência pacífica e harmônica no território nacional.

A presidenta lembrou que desde 1948 o país defende junto à ONU a paz no Oriente Médio e reafirmou que o Brasil continuará pensando na paz e negociando pela paz e pelos direitos humanos, guias de seu governo.

“Nós não somos um povo que odeia, que respeita o ódio. Eu tenho a honra de dar continuidade a um governo que lutou nos últimos oito anos pela afirmação da paz, em especial no Oriente Médio (…). Nós acreditamos que é nosso dever não compactuar com nenhuma forma de violação dos direitos humanos em qualquer país, inclusive o nosso”, disse.

Memória – O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto foi instituído há seis anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar o dia em que tropas soviéticas libertaram o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, em 1945.

A ONU, em resolução apoiada pelo Brasil, pede aos países membros que elaborem programas de educação sobre o Holocausto e “condena sem reservas todas as manifestações de intolerância religiosa, de incentivo ao ódio, de perseguição ou de violência contra pessoas ou comunidades por causas étnicas ou religiosas e rejeita qualquer negação do Holocausto como fato histórico”.

Neste sentido, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil e a Federação Israelita do estado do Rio de Janeiro realizaram ontem (26/1), no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, uma sessão solene alusiva à data. Na ocasião, foi exibida a mostra DES-HUMANIZE-SE, que aborda o processo de desumanização pelo qual passaram as vítimas do Holocausto, exposição organizada pela instituição cultural judaica Hillel.

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