Indústria e Agropecuária registram crescimento em novembro

No mês de novembro o setor Agropecuário e o setor Indústria reverteram a tendência decrescente observada no mês anterior e elevaram suas marcas em 85,7% e 67,5% respectivamente. Desse modo, o primeiro setor passou para a zona de Otimismo, enquanto que o segundo permaneceu na zona de Otimismo Moderado.
Segundo Luiz Mário Vieira, coordenador de acompanhamento conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a economia baiana continua em expansão, como mostra a geração de empregos formais e a acentuada queda na taxa de desemprego. “Portanto as perspectivas de curto prazo ainda são muito boas para os próximos meses”.
Ainda durante o mês de novembro, pela sexta vez consecutiva, as variáveis econômicas – uma duas partes que compõem a Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) -, superaram o desempenho das empresas, 209,5 pontos contra 100,2 pontos, respectivamente.
Crescimento do PIB 
Com relação às variáveis econômicas, apenas o setor Serviços e comércio retraiu, 77,3%, migrando da zona de Otimismo para zona de Otimismo Moderado. Quanto ao desempenho das empresas, este setor outra vez foi o único que retraiu, porém a queda não foi suficiente para deslocar o indicador da zona de Otimismo Moderado.
Quanto às expectativas referentes ao crescimento do PIB, todos os setores estão animados, com indicadores atingindo as marcas de 647,1 pontos para o PIB Nacional e 498 pontos para o PIB Estadual, zonas de Grande Otimismo e Otimismo, respectivamente.
Aproximadamente 48% dos entrevistados acreditam que o PIB Nacional cresça acima de 5% nos próximos 12 meses, ao passo que 36% apontam crescimento do PIB estadual acima de 5%. As expectativas empresariais para as vendas nos próximos 12 meses são bem razoáveis, com indicador para esta variável na zona de Otimismo Moderado (235,2).
Quanto à variável emprego, o indicador geral só atingiu 160,1 pontos, mas, ainda assim, 40% dos entrevistados pela pesquisa de confiança esperam saldo positivo de contratação de trabalhadores em seus segmentos nos próximos 12 meses. Sobre a variável abertura de unidades, o indicador atingiu 79 pontos, zona de Otimismo Moderado.
Restrição ao crédito
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) registrou em novembro a marca de 136,6 pontos, menor valor já registrado desde março deste ano, quando se iniciou a pesquisa. A informação foi apurada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).
“A pesquisa de confiança revela que as principais associações e federações patronais da Bahia esperam um possível cenário de restrição ao crédito combinado com ampliação na taxa de juros”, lembra Armando Castro, coordenador de estatística da SEI. A queda foi estimulada, principalmente, pelo setor Serviço e comércio que sofreu uma redução de 76,2% em seu indicador de confiança, estando na zona de Otimismo Moderado. “Essa queda deveu-se às medidas de restrição de crédito adotadas pelo Banco Central para conter a expansão da inflação que já se encontra acima do centro da meta fixada. Com isso, o Comércio ficou mais cauteloso quanto às vendas nos próximos meses, porém, nada que possa causar uma queda brusca nesses dois segmentos”, analisa Luiz Mário Vieira.
Inflação
Analisando as expectativas quanto ao comportamento da inflação para os próximos 12 meses, constata-se que 56% dos entrevistados acreditam que os preços estarão se afastando da estabilidade, sendo que o indicador para esta variável revela Pessimismo Moderado.
Seguindo a mesma tendência, as expectativas do setor produtivo em relação à evolução da taxa de juros encontram-se deterioradas, com indicador global atingindo a zona de Pessimismo (- 258,6 pontos). O setor que mais contribui para formação desse resultado foi o setor Serviços e comércio (- 363,6 pontos), localizando-se na mesma banda do indicador global.
A Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano é dividida em duas partes: Variáveis Econômicas e Desempenho das Empresas. Em relação às Variáveis Econômicas, a pesquisa procura conhecer o ânimo dos agentes econômicos quanto ao PIB, câmbio, inflação e juros. Enquanto no Desempenho das Empresas, a Pesquisa de Confiança busca conhecer as expectativas do empresariado quanto às vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades, dentre outras.

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