Secretaria da UNASUL não está nos planos de Lula, diz Porta -Voz

Brasília, 23 novembro de 2010 (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem nem “planos” ou qualquer “intenção” de assumir a Secretaria-Geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), afirmou nesta terça-feira seu porta-voz, Marcelo Baumbach, quem desqualificou qualquer “especulação” nesse sentido.

Baumbach garantiu que o Brasil “não tem nenhum candidato” para assumir o cargo que ficou vago na Unasul com a morte do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, em 27 de outubro.

“Pela informação que temos, também não há outro candidato do país”, por isso que não se deve esperar que o substituto de Kirchner seja nomeado na cúpula que a Unasul realizará na próxima sexta-feira em Georgetown, disse em entrevista coletiva.

O próprio Lula, em um ato realizado em São Paulo, afirmou nesta terça-feira que, depois de 1º de janeiro, quando entregará o cargo à presidente eleita Dilma Rousseff o único que quer é “descansar” e “andar muito” pelo Brasil.

“Não tenho cara de embaixador. Não quero ser embaixador. Quero ser um cidadão brasileiro. Andar muito pelo Brasil” e “desligar da Presidência”, pois “não há nada pior” que um “ex-presidente fazendo o papel de presidente”, declarou Lula aos jornalistas.

Segundo Baumbach, o próximo secretário-geral da Unasul deverá ser uma pessoa capaz de “consolidar o legado” de Kirchner e ter “grande projeção política regional”, assim como “um bom trânsito entre os chefes de Estado” da região.

“O ex-presidente Kirchner deu grandes dimensões ao cargo de secretário-geral de Unasul”, ressaltou Baumbach.

O porta-voz considerou que o perfil desejado não significa que o candidato “deva ser necessariamente” um ex-presidente ou um ex-chanceler, mas necessariamente uma pessoa que tenha bom relacionamento com todos os líderes da América do Sul.

Baumbach indicou que durante a Cúpula da Unasul, na qual Guiana receberá do Equador a Presidência rotativa do bloco, será discutida a possível inclusão de uma “cláusula democrática” nos estatutos da organização.

Explicou que essa iniciativa, que está em discussão, surgiu depois “da crise provocada pela sublevação da Polícia” no Equador em 30 de setembro.

“Há uma proposta de protocolo nesse sentido, que está sendo negociada e deverá ser adotada em Georgetown”, disse Baumbach sobre essa cláusula, que suspenderia automaticamente do bloco a qualquer país em que altere a ordem constitucional.

Outros assuntos na cúpula, segundo o porta-voz de Lula, serão a possível criação de um Conselho de Direitos Humanos e a adoção de medidas para fortalecer o bloco em seus aspectos institucionais.
Lula aproveitará a ocasião para se reunir com o presidente de Guiana, Bharrat Jagdeo, e discutir projetos de infraestrutura nos quais o Brasil aspira participar.

Na quinta-feira, após a chegada a Georgetown, Lula será recebido por Jagdeo, quem entregará a ele a “Ordem da Excelência”, a mais alta condecoração do Governo guianense.

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