Professores e lideranças comunitárias reunidos em Maragojipe para discutir as diretrizes da educação quilombola

Cerca de 100 professores e lideranças quilombolas estão participando nesta sexta, (05/11/2010), e sábado, 6, em Maragojipe, da penúltima audiência pública responsável pelo conteúdo de um documento com diretrizes curriculares para a educação quilombola no Estado. O resultado do encontro, realizado pela Secretaria da Educação do Estado, será encaminhado para o encontro final, a ser realizado, em Salvador, em data a ser definida até o final da audiência.

“A Bahia, um estado singular, com forte presença cultural de matriz africana, sai na frente nesse processo de elaboração das diretrizes estaduais para a educação quilombola, se tornando uma referência nacional”, enfatiza Nadja Cardoso, coordenadora para as relações étnico-raciais e diversidade da Secretaria da Educação. Ela informa que, nos próximos dias 9, 10 e 11, o Ministério da Educação promoverá seminário de educação quilombola para deflagrar o processo de construção das diretrizes nacionais.

A professora Najara Queiroz, no ofício há 23 anos, considera a troca de experiências como um grande passo para a elaboração das novas diretrizes da educação quilombola. “Essa audiência é, sobretudo, um momento de capacitação e de percepção sobre a importância de levar a cultura da comunidade quilombola para dentro da sala de aula, aumentando a autoestima dessa população e diminuindo a evasão escolar”, analisa ela, que recebe estudantes de sete comunidades quilombolas de Ensino Médio, no Colégio Estadual Filinto Justiniano Bastos, em Seabra-BA, onde ensina.

Natalino de Souza, liderança das comunidades quilombolas de Remanso, Iuna e Lagoa Preto, em Lençóis, diz que as discussões em torno da capacitação dos professores que trabalham para essas populações têm sido um dos pontos importantes da audiência pública, da qual ele participa. “Vejo com bons olhos esse encontro porque acredito que, a partir daqui, reuniremos as propostas para a educação quilombola na Bahia.

No país, existem mais de 1.400 comunidades quilombolas, certificadas até setembro de 2009 pela Fundação Palmares. Destas, 350 estão na Bahia, entretanto, estima-se que existam mais de 500 remanescentes de quilombos no Estado. No Recôncavo Baiano, principalmente nos municípios de Cachoeira, Maragojipe e Santo Amaro, é onde se concentram os maiores agrupamentos quilombolas do Estado.

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