PMDB forma superbloco com vistas à Presidência da Câmara

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), anunciou há pouco a formação de um bloco partidário que inclui o PMDB, o PR, o PP, o PTB e o PSC, o que dá um total de 202 deputados e fortalece uma candidatura peemedebista à Presidência da Câmara.

Segundo Eduardo Alves, o PT não foi convidado para a reunião que celebrou a criação do “superbloco”, mas, ressaltou, os integrantes do novo bloco fazem parte da base aliada. “Esta é a primeira conversa. O nosso bloco hoje é aliado do PT e não dará um passo antes de ouvir a presidente eleita, Dilma Rousseff. A decisão de hoje não é para confrontar nem conflitar, mas para coordenar os trabalhos nesta Casa e fora dela”, ressaltou Henrique Eduardo Alves, antes de entrar para a reunião do Colégio de Líderes que ocorre neste momento na Presidência da Câmara.

O líder do PMDB não comentou as indicações de nomes para a sucessão da Presidência da Câmara, muito embora o próprio Henrique Eduardo Alves tenha sido indicado pelo seu partido para o cargo.

Os líderes do PR, deputado Sandro Mabel (GO), do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), e do PSC, deputado Hugo Leal (RJ), também participaram da entrevista.

Blocão formado por PMDB, PP, PR, PTB e PSC poderá ficar com presidência da Câmara

Mesmo antes da posse dos novos deputados, marcada para 1º de fevereiro de 2011, cinco partidos oficializaram hoje (16) a formação de um blocão, que contará com 202 deputados federais, 55 deputados a menos que a maioria da Câmara. O bloco será formado pelo PMDB, PP, PR, PTB e PSC. Com isso, o PT, que elegeu a maior bancada (88 deputados), passa a ser a segunda força parlamentar na Câmara. De acordo com a tradição da Casa, a maior bancada ou bloco partidário indica a candidato à presidência da Câmara.

“O bloco não é para confrontar, é para organizar os trabalhos nesta Casa e fora dela. Vamos atuar sempre em conjunto para ajudar a [presidenta] Dilma [Rousseff]. Vamos estar sempre alinhados aqui [na Câmara] e fora dela”, disse o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Segundo ele, a ofensiva visa a ajudar o governo de Dilma Rousseff. Ele também garantiu que a formação do bloco não se trata de atitude de confronto nem de conflito.

Perguntado se essa atitude não estaria isolando o PT, o líder afirmou que a sigla “será sempre bem-vinda”. O líder do PR, deputado Sandro Mabel (GO), também manteve a mesma linha conciliadora do líder do PMDB e afirmou que esses partidos têm andado sempre juntos e que a formação do bloco está na linha de entendimento e não de confronto. “Estamos apenas reeditando uma história da Casa, onde sempre se formaram blocos”, completou o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).

O blocão, que pelas regras da Câmara tem o mesmo significado de bancada partidária, terá privilégios em relação às escolhas de cargos na Mesa Diretora da Casa, na formação das 20 comissões técnicas, na indicação das presidências dessas comissões, nas relatorias de proposições, nas presidências de comissões especiais como comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre outros privilégios.

O PT, que fez a maior bancada na eleição deste ano, mesmo formando bloco com outros partidos que ficaram de fora do blocão, não conseguirá ultrapassar o número de 202 deputados. O PT poderá formar bloco partidário com o PSB, PDT e PCdoB. Se isso acontecer, esse novo bloco terá 165 deputados federais.

*Com informação da Agência Câmara

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