Para Lula, Dilma é uma guerreira e fará um grande governo e presidente faz reunião de transição no próximo dia 5 de novembro

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um discurso de improviso e emocionado na noite de ontem (31/11/2010), afirmou que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) foi uma “guerreira” durante a campanha eleitoral. O comentário do presidente ocorreu durante a breve comemoração, no Palácio da Alvorada, da qual participaram a presidente eleita, ministros, governadores eleitos e aliados.

“O presidente disse que a [presidente eleita] Dilma foi uma guerreira nesta campanha e fará um grande governo”, afirmou o ministro, ao final do encontro que durou pouco mais de duas horas e acabou por volta da 1h da madrugada.

A comemoração, no palácio, contou com as presenças do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Celso Amorim (Relações Exteriores), além do coordenador de campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo (PT-SP), assim como o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.

Também participaram da festa os governadores eleitos Eduardo Campos (Pernambuco), Jaques Wagner (Bahia), Cid Gomes (Ceará) e Marcelo Déda (Sergipe). A maioria dos aliados chegou à noite para celebrar a vitória ao lado de Lula e da presidente eleita.

Ao deixar o Alvorada ontem já de madrugada, Dilma abaixou o vidro do carro para acenar aos simpatizantes que a esperavam do lado de fora do Planalto. A presidente eleita sinalizou que pretendia descer do carro para cumprimentar as pessoas, mas em meio ao tumulto o automóvel dela esbarrou num dos cones, com o susto, Dilma pediu para o motorista não parar e seguiu para casa no Lago Sul.

Lula deixa festa da vitória para Dilma, mas aliados vão celebrar com presidente no Alvorada

O Palácio da Alvorada se transformou em um local de comemorações de aliados e simpatizantes da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Desde o começo da tarde ontem (31), presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu visitas. Mas evitou aparecer em público. Por intermédio do seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, Lula avisou que o dia era da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

A presidente eleita chegou por volta das 22h45 no Palácio da Alvorada. Vários aliados quiseram celebrar a vitória com Lula, o que provocou um congestionamento na entrada da residência oficial do presidente. Uma fila de carros se formou em frente ao local. Impaciente para entrar no Alvorada, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, desceu do carro e liderou um movimento para que todos fizessem o mesmo.

Bernardo, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e a senadora eleita pelo PT do Paraná, Gleisi Hofmann, seguiram a pé do portão do palácio até a entrada do prédio. Minutos depois chegaram mais aliados, ministros e os governadores eleitos Eduardo Campos (Pernambuco), Jaques Wagner (Bahia), Cid Gomes (Ceará) e Marcelo Déda (Sergipe).

“O primeiro presidente operário vai passar a faixa para a primeira mulher presidente [do Brasil]. É uma quebra de paradigma”, disse Déda, celebrando a vitória. O vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) também não escondeu o entusiasmo com o resultado das eleições, mas evitou opinar sobre o papel do PMDB no futuro governo Dilma.

“É muito cedo [para falar sobre isso]”, disse Temer. “A vitória foi boa, esperada e consolidada. Está todo muito feliz e agora é olhar para frente”, completou.

A vitória da candidata do PT foi comemorada, no Alvorada, pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Celso Amorim (Relações Exteriores), além do coordenador de campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo (PT-SP), assim como o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.

O chanceler Celso Amorim afirmou que Dilma dará continuidade ao projeto do presidente Lula, de diversificar as relações políticas, diplomáticas e comerciais. Mas, citando um ditado francês, Amorim ressaltou que cada um tem seu próprio “estilo” que é marca pessoal e, portanto, com a presidente eleita não será diferente.

Presidente faz reunião de transição no próximo dia 5 de novembro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizou o processo de transição para o próximo governo. Lula marcou para a próxima sexta-feira (5) uma reunião ministerial para orientar as ações e definir as atividades. As duas equipes de governo – da gestão Lula e do futuro presidente – terão dois meses de trabalho conjunto. A ideia é que todas as áreas colaborem com o futuro governo. O próximo presidente toma posse no dia 1º de janeiro de 2011.

O Ministério do Planejamento programou a liberação de R$ 2,8 milhões para despesas e contratação de até 50 funcionários, que trabalharão no governo de transição. O grupo vai trabalhar desde a proclamação da eleição – que normalmente ocorre dois dias depois da eleição (2) – até 31 de dezembro.

Lula também vai intensificar as viagens pelo Brasil e ao exterior. Para os próximos dois meses, o presidente deve visitar dez países. O primeiro deles será no próximo fim de semana quando vai para Moçambique onde inaugura de uma fábrica de medicamentos.

Da África, Lula segue para a Ásia. O presidente participa da reunião do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), em Seul na Coreia do Sul. Na ocasião, o presidente deve defender a ampliação da participação dos países em desenvolvimento na nova estrutura do Fundo Monetário Internacional (FMI). O acordo foi aprovado no último dia 23, mas falta a decisão dos chefes de Estado.

Na reunião em Seul, Lula também deve reiterar a posição do governo brasileiro para que a comunidade internacional unifique ações para evitar a guerra cambial. Para os Estados Unidos, a China mantém sua moeda (o yuan) desvalorizada para garantir as exportações e o crescimento econômico interno.

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