Museus baianos atraem um milhão de visitantes em mais de 100 exposições

Como resultado das atuais políticas públicas voltadas ao incentivo da acessibilidade cultural, aproximadamente um milhão de pessoas visitou os museus coordenados pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), acompanhando as mais de 146 exposições realizadas nesses espaços, desde 2007. Os dados de balanço foram divulgados, nesta quarta-feira (17), no Palácio Rio Branco, durante a abertura do 2º Encontro Baiano de Museus.

“O grande destaque da atual gestão é, justamente, a quantidade de público. Nesses quatros anos, conseguimos um aumento de mais de 200% de visitantes de maneira gradual e contínua. Em 2007 tivemos 100 mil pessoas visitando nossos espaços. Em 2010 chegamos a 400 mil”, afirmou o diretor da Diretoria de Museus do Estado (Dimus), Daniel Rangel que, ao lado da diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Solange Farkas, foi o responsável pela apresentação dos dados.

Além do aumento da visitação, os dirigentes também destacaram a abertura de oito novos espaços expositivos, sendo um no MAM, três no Centro Cultural Solar Ferrão (que se tornou o maior espaço expositivo do Pelourinho), dois no Palácio Rio Branco, um no Museu da Cerâmica Udo Knoff e um no Palácio da Aclamação. Para organizar e realizar ações voltadas diretamente a todos os museus, a Dimus criou o grupo de estudos (GT) do Sistema de Museus, em janeiro de 2009.

Como resultado deste processo, em menos de um ano, a Dimus realizou o mapeamento de mais 60 instituições cadastradas no Sistema Nacional de Museus, totalizando 203 instituições museais identificadas e contatadas em toda a Bahia. Por conta deste trabalho foi possível atender à demanda por capacitação e apoio, com a realização de 21 oficinas de capacitação museológica (sendo 12 no interior e 9 na capital), 59 vistas técnicas e ações de apoio a instituições.

Atrações

Os museus baianos receberam, pela primeira vez, exposições de importantes artistas contemporâneos nacionais e internacionais como Waltércio Caldas, Tunga, Sophie Calle e, em breve, Joseph Beyus. Fato que inseriu a Bahia no circuito das artes visuais nacionais, com repercussão junto à mídia nacional e à crítica.

Em outubro deste ano, a exposição Faustus, da Dimus – assinada pelo artista paraibano José Rufino e montada no Palácio da Aclamação – foi a vencedora do Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura, desbancando exposições da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Instituto Tomie Othake.

“A dinamização dos museus, vivenciada nos últimos quatro anos, quebrou tabus. Se antes as pessoas achavam que os museus não eram lugares para elas e as grandes exposições não passavam por aqui, hoje, a realidade é diferente. Temos uma alta frequência e recebemos pedidos de grandes artistas para exporem seus trabalhos aqui”, afirmou Solange Farkas.

Encontro

Promovido pela Secult, por meio da Dimus e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), o 2º Encontro Baiano de Museus acontece até a próxima sexta-feira (19). O objetivo é contribuir para a formação de estudantes, profissionais e gestores de museus, proporcionando espaços para troca de conhecimento sobre assuntos que envolvem o tema deste ano – ‘Inovação e Sustentabilidade’.

“O evento está sendo, para mim, que vim de fora, uma oportunidade muito interessante de ver como a Bahia está enfrentando, nos últimos anos, de maneira eficaz, os problemas chaves do setor como a organização da rede de museus, a implementação de planos de conservação de acervos e a disponibilização destes acervos à população”, disse o curador de arte, Moacir dos Anjos.

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