Enem será reaplicado a todos os prejudicados identificados pelas atas das salas de prova

O ministro da Educação, Fernando Haddad não afasta a possibilidade de que outros estudantes, além dos que receberam os cadernos de prova amarelos com erros, possam participar da nova aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

No primeiro dia do exame, 21 mil cadernos amarelos apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões. O MEC vai aplicar nova prova aos candidatos que tiveram o material defeituoso substituído. Mas, segundo Haddad, é possível que alunos prejudicados por outros problemas possam ter direito a refazer o Enem.

O levantamento está sendo feito pelo consórcio responsável pela aplicação, a partir das atas das mais de 100 mil salas de prova. Esse documento é usado pelos fiscais para relatar qualquer problema que tenha ocorrido durante a aplicação.

“Vamos fazer a apuração mais precisa possível para que o direito dos estudantes esteja assegurado. Os consórcios não estão afastando nenhuma possibilidade e registrando todas as ocorrências para fazer um levantamento rigoroso. A orientação é que todas as atas passem por um pente fino”, disse Haddad hoje (16), após audiência no Senado sobre as falhas ocorridas no Enem.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) defende que a segunda aplicação do exame seja aberta a todos os candidatos que tenham se sentido prejudicados. Além do erro nos cadernos amarelos, os cabeçalhos que identificam as provas na folha em que os estudantes marcam as respostas estavam trocados. Das 90 questões, a primeira metade era de ciências humanas e o restante, de ciências da natureza. No cartão, as questões de 1 a 45 eram identificadas como de ciências da natureza e as de 46 a 90, como de ciências humanas. O erro ocorreu em todos os cartões distribuídos aos 3,3 milhões de participantes.

De acordo com Haddad, não é possível reaplicar o Enem a todos os estudantes que se sentiram prejudicados, mas apenas quando for um caso “objetivo”. “Não é possível porque fere o edital. Tenho que apurar objetivamente, essa é uma recomendação da própria AGU [Advocacia-Geral da União], senão seria um novo exame e não se trata disso. Trata-se de uma convocação direcionada para quem foi prejudicado”, afirmou.

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