Embrapa participa de encontro sobre mandioca na Itália

As principais instituições do mundo que trabalham com mandioca se reuniram de 2 a 4 de novembro em Bellagio, na Itália, para o Segundo Encontro Estratégico da Parceria Global em Mandioca para o Século 21. Assim como na primeira edição, há cerca de oito anos, a Embrapa marcou presença no fórum de discussão, sendo desta vez representada por Alberto Vilarinhos, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia (TT) da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “O objetivo era discutir os futuros da pesquisa com mandioca para os próximos 20 anos, focando no melhoramento clássico e molecular”, explicou.

Vilarinhos disse que a principal vantagem de um encontro dessa natureza — que reuniu 30 pessoas das mais diversas regiões do mundo, sendo 13 representantes de instituições relacionadas à pesquisa com mandioca — foi ter uma visão geral do que vem sendo realizado mundo afora. “Pude constatar que desenvolvemos basicamente as mesmas linhas de pesquisa. Estamos, portanto, no caminho certo”, avaliou. O produto dessa reunião, de acordo com ele, será um relatório com um panorama da situação da pesquisa com mandioca nos últimos anos e planos de ação para as duas próximas décadas. Todas as instituições participam da construção desse documento, cuja organização está a cargo dos três coordenadores do encontro: Joseph Tohme, do Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat), Colombia; Eugene Terry, da TrasnFarm Africa, localizada nos Estados Unidos; e Alfred Dixon, do Instituto de Pesquisa em Agricultura de Serra Leoa.

As demais instituições que participaram foram: Organização Nacional de Pesquisa em Agricultura (Naro), Uganda; Universidade dos Andes, Colômbia; Centro de Ciências Vegetais Donald Danforth, Estados Unidos; Instituto Internacional de Agricultura Tropical (Iita), Quênia; Aliança para Revolução Verde na África (Agra), Quênia; Instituto Central de Pesquisa de Raízes e Plantas Tuberosas, Índia; Centro Nacional para Engenharia Genética e Biotecnologia (Biotec), Tailândia; Universidade do Arizona, Estados Unidos; e Centro de Ciências Vegetais Riken, Japão. “A organização também levou especialistas de instituições que não trabalham com mandioca, principalmente dos Estados Unidos, para falar, por exemplo, sobre o impacto das mudanças climáticas sobre a produção e sobre as doenças e pragas que atacam a mandioca”, contou Vilarinhos.

Participaram ainda instituições que atuam como financiadoras de pesquisa, cujo objetivo era avaliar de que forma poderiam contribuir no desenvolvimento de pesquisas com mandioca. Entre as quais, estavam a Fundação Bill & Melinda Gates e a Fundação Syngenta. “A participação dessas instituições foi muito importante para a construção de uma rede de relacionamento. Por exemplo, após a nossa apresentação, que evidenciou ser a distribuição de manivas uma das grandes dificuldades em nosso sistema de produção, a Fundação Syngenta se mostrou interessada em nos ajudar”, revelou.

Segundo o chefe de TT, o grupo tratou de pesquisas na área de biotecnologia voltadas para a identificação de genes relacionados à resistência a doenças. “Houve também apresentação do estado da arte dos programas de melhoramento genético que utilizam ferramentas biotecnológicas e como isso pode ser aplicado para a cultura da mandioca.” Vilarinhos informou que está sendo discutida a montagem de uma coordenação mundial de pesquisa, de forma a constituir um banco de dados sobre o que está acontecendo com a cultura da mandioca ao redor do mundo.

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