Dutra diz que PT não pode repetir erro de 2005 na sucessão da Câmara e que vai conversar com PTB para definir participação no governo Dilma

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje (10/11/2010) que o PT não pode repetir agora o erro que cometeu em 2005, quando lançou dois candidatos à presidência da Câmara dos Deputados, fato que permitiu a ascensão de Severino Cavalcanti (PP-PE) ao cargo.

Denunciado por suposto envolvimento em um esquema de corrupção na Câmara, Severino renunciou ao mandato de deputado federal no dia 21 de setembro daquele ano. Foi substituído provisoriamente pelo então vice-presidente José Thomaz Nonô (PFL-AL). No dia 28, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi eleito presidente da Câmara. Atualmente, quatro petistas querem se lançar candidato à presidência da Casa. São eles: Arlindo Chinaglia (SP), Cândido Vaccarezza (SP), João Paulo Cunha (SP) e Marco Maia (RS).

“Acho que é natural que neste momento haja mais de um postulante, mas eu tenho convicção de que os erros de 2005 não vão se repetir. Tenho certeza de que o PT vai se afunilar em um nome para apresentar aos outros partidos em fevereiro”, disse Dutra, que participará na parte da tarde de uma reunião com a bancada petista na Câmara.

Dutra disse não acreditar em disputa entre os partidos para a presidência da Câmara. “O PT, como maior bancada, com certeza vai querer indicar o presidente e, para isso, tem que ter um nome de unidade do partido, inclusive para conversar com os outros partidos. Tenho plena convicção de que não haverá disputa entre os partidos da base aliada para composição da Mesa da Câmara.”

Logo após as eleições, Dutra se reuniu com o presidente do PMDB e da Câmara e vice-presidente da República eleito, Michel Temer (SP). Eles desenharam, então, um acordo para que os dois partidos, que têm as maiores bancadas na Câmara e no Senado, se revezem na presidência das duas casas nos dois próximos biênios.

No entanto, o esforço para demonstrar harmonia não vem se refletindo na pré-campanha na Câmara. No PMDB, o líder do da bancada, Henrique Eduardo Alves (RN), tem apoio do partido para se lançar candidato. Do lado petista, o mais cotado é Vaccarezza.

O presidente Michel Temer chegou a convidar os dois para uma viagem, hoje, a Buenos Aires, com o objetivo de conversar e decidir quem iniciaria o mandato no primeiro biênio (2011-2012). Vaccarezza havia aceitado o convite, mas desistiu da viagem diante das repercussões negativas dentro da bancada petista.

Dutra vai conversar com PTB para definir participação no governo Dilma

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje (10) que pretende conversar com lideranças do PTB, partido que formalmente participou da aliança em torno da candidatura do tucano José Serra, para saber das intenções da legenda de participar do governo Dilma Rousseff.

Dutra ressaltou que a conversa não se dará com o presidente nacional do partido, o deputado cassado Roberto Jefferson, delator do esquema que ficou conhecido como “mensalão”. Segundo o presidente, o diálogo se dará com líderes do partido na Câmara dos Deputados e no Senado.

“O PTB faz parte da base de apoio do governo Lula e, pelas informações que tenho, pretende adotar o mesmo comportamento em relação ao governo Dilma”, disse o presidente do PT após concluir as conversas com os dez partidos que fizeram parte da coligação de Dilma, e com o PP, partido que não participou da coligação, mas declarou apoio informal à candidatura petista na esfera nacional.

Desde o início da semana, Dutra conversou com a direção do PMDB, PSB, PCdoB, PP, PDT, PR, PPC, PRB, PSC e PTN. Líderes do PTB na Câmara têm dito que o partido quer um ministério de Dilma, especificamente a pasta do Turismo, que deverá ter sua importância ampliada com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Brasil.

O senador Gim Argello (PTB-DF), um dos principais interlocutores do partido com o governo de transição, confirmou que a legenda quer a participação no governo Dilma e lembrou que o partido foi importante no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, ocupada primeiramente pelo mineiro Walfrido Mares Guia e depois por José Múcio Monteiro Filho.

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