Confiança do empresariado permanece na faixa de otimismo moderado

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) fechou o mês de setembro com 217,2 pontos, uma queda de 4,6% comparado com agosto, quando o indicador obteve 227,7 pontos. Apesar da queda, a expectativa do empresariado baiano permanece na faixa de Otimismo Moderado. A informação foi apurada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).

“O arrefecimento da confiança dos agentes econômicos, em setembro, pode ser reflexo das inquietações provocadas pelo período eleitoral”, diz o economista da Coordenação de Estatística da SEI, Urandi Paiva.

O setor Agropecuário foi o único que apresentou crescimento no Indicador de Confiança (33,3%), saindo da marca de 187,5 pontos, em agosto, para 250 pontos, em setembro, permanecendo na zona de Otimismo Moderado. Por sua vez, o setor que mais variou negativamente foi da Indústria, que saiu da marca de 211,5 para 164,4 pontos, de agosto para setembro, retraindo em -22,3%. O setor de Serviços e comércio registra a marca de 240,4 pontos, variando em apenas -0,5% em relação ao mês imediatamente anterior.

A Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) é dividida em duas partes, a “Variáveis Econômicas” e “Desempenho das Empresas”. Em relação às Variáveis Econômicas, a pesquisa procura conhecer o ânimo dos agentes econômicos quanto ao PIB, câmbio, inflação e juros.

Enquanto no Desempenho das Empresas, o ICEB busca conhecer as expectativas do empresariado quanto às vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva e abertura de unidades. No mês de setembro, as Variáveis Econômicas superaram o Desempenho das Empresas: 317,9 pontos contra 150,8 pontos.

Variáveis Econômicas

Ao analisar as expectativas quanto as Variáveis Econômicas, o setor Serviços e comércio apresentou melhora com relação ao mês de agosto, com variação positiva de 10,4%. O setor Indústria também teve um resultado satisfatório, com crescimento de 6,5%. Os dois setores permanecem na zona de Otimismo. Já o setor Agropecuário registrou uma queda significativa de -71,4%, saindo da zona de Otimismo para a zona de Otimismo Moderado. O indicador aponta que o estado de confiança, do conjunto dos setores, em relação à Estabilidade dos Preços para os próximos 12 meses é de Otimismo (385,9 pontos).

O setor Serviços e comércio apresentou Grande Otimismo (576,9 pontos) para esse tema; Indústria está na zona de Otimismo (250,0 pontos); e, por último, o setor Agropecuário está Pessimista (-500 pontos) quanto às expectativas inflacionárias.

De acordo com a pesquisa, existe um ceticismo quase que generalizado dos setores em relação ao comportamento da taxa de juros Selic nos próximos 12 meses. O indicador geral apresentou Pessimismo Moderado (-81,4 pontos). Para o tema juros, o setor Indústria está na faixa do Otimismo Moderado (35,7 pontos), seguido do setor Agropecuário (0 ponto), e do Serviços e comércio (-153,8 pontos), zona de Pessimismo Moderado.

Quanto à expectativa em relação ao comportamento do PIB nacional e do PIB estadual, todos os setores estão entusiasmados. Em relação ao PIB Nacional, o conjunto de setores apresentou Grande Otimismo (525,4 pontos), enquanto que para o PIB Estadual os setores produtivos estão na zona de Otimismo (401 pontos). Aproximadamente 30% dos entrevistados acreditam que o PIB estadual cresça acima de 5% nos próximos 12 meses.

Desempenho das Empresas

Em relação ao desempenho das empresas, a análise se inverte. O grande destaque foi o setor Agropecuário que melhorou em relação ao mês anterior, saindo da zona de Otimismo Moderado (31,3 pontos), para zona de Otimismo (312,5 pontos). Enquanto os setores de Indústria e de Serviços e comércio arrefeceram -56,9% e -7,7%, respectivamente. Contudo, essa queda não foi suficiente para deslocar o indicador da zona de Otimismo Moderado.

No que concerne ao tema Vendas, o indicador geral situa-se na marca de Otimismo (316,4 pontos). Sobre as expectativas referentes à Saúde Financeira dos setores produtivos, a Pesquisa de Confiança registrou uma situação de Otimismo (317,6 pontos). O setor de Agropecuária foi o que apresentou melhor desempenho, registrando ânimo na faixa de Grande Otimismo (500 pontos).

No que diz respeito à Contratação de Mão de Obra, os setores em geral estão Otimistas (270,7 pontos), sendo que o setor Agropecuário é o mais confiante (500 pontos), seguido de Serviços e comércio (269,2 pontos) e Indústria (214,3 pontos), que também se apresentaram na zona de Otimismo.

Sobre a variável Abertura de Unidades, o indicador geral situa-se na zona de Otimismo Moderado (128,0 pontos). Do total de respondentes da pesquisa de confiança, 25% pretendem abrir novas unidades nos próximos 12 meses.

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