6ª Caminhada contra a Intolerância Religiosa mobiliza Salvador até o próximo domingo

Com a comemoração do dia da Consciência Negra, no dia 20 de novembro de 2010, o Coletivo de Entidades Negras (CEN) promove em Salvador, pelo 6º ano consecutivo, a Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa. O evento pretende mobilizar participantes e representantes de entidades negras do estado da Bahia, com o objetivo de promover a cultura do respeito, tolerância e do diálogo entre os diversos segmentos religiosos do país e, ao mesmo tempo, afirmar a identidade religiosa do povo-de-santo, no direito de professar a sua fé e crença religiosa.

Dando início a essa mobilização, será realizada hoje, às 15h, uma Sessão Especial na Assembléia Legislativa da Bahia. A ocasião contará com a participação de organizações sociais e religiosas. O tema escolhido para debate é “Pela Vida da Juventude Negra”, que abordará questões como comunicação, mercado de trabalho, ponto de cultura, quilombos educacionais e terreiros de candomblé na orientação social.

Na madrugada do dia 19, serão colocados Ojás nas árvores do Dique do Tororó, da Vitória e do Campo Grande. Os Ojás, característicos do Candomblé, são panos brancos que simbolizam a paz. No mesmo dia, às 5h, acontecerá a Alvorada com Toques de Clarins e Ritual Religioso no Dique do Tororó e às 7h todos vão se reunir para um café da manhã, com música ao vivo.

Para finalizar o evento, vai acontecer a caminhada no dia 21 de novembro. A concentração será no Busto de Mãe Runhô, no final de linha do Engenho Velho da Federação. Terá início às 10h e prosseguirá em direção ao Dique do Tororó, onde artistas baianos estarão se apresentando durante o dia. “A organização irá disponibilizar alguns ônibus, que passarão nos bairros da capital e no interior do estado, com o intuito de reunir os representantes religiosos e das comunidades’, afirma Marcos Rezende, coordenador do evento.

Marcos é formado em História e pós-graduado em História e cultura Afro-brasileira. Para ele, o evento tem a importância de mostrar para a comunidade negra os seus direitos institucionais. “Temos que mostrar para a Bahia que as religiões de matriz africana não vão mais ficar dentro dos terreiros, observando todos os tipos de preconceito e intolerância religiosa”. Para Rezende, as religiões de matriz africanas são consideradas uma ameaça para as demais, pois vão de encontro aos dogmas estipulados pela sociedade. Ele afirma que deve sempre existir o diálogo entre as religiões. “Se lutamos contra intolerância religiosa, temos que respeitar e lutar contra a intolerância em todas as outras crenças”, completa.

O CEN é uma organização nacional do Movimento Negro que, na Bahia, tem seis anos de existência, agregando mais de 150 instituições, entre associações de moradores, culturais, blocos afros, de afoxés e de percussão, além de grupos de hip-hop e terreiros de candomblé. Durante esse tempo, a instituição realiza ações de inserções do povo negro, possibilitando um novo olhar da sociedade para essa comunidade. A organização está presente em 26 cidades da Bahia e em 10 estados brasileiros.

*Com inormação de Tássia Catarina

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