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ONU pede novamente suspensão de embargo a Cuba

Pelo 19° ano consecutivo, Assembleia Geral realizou nesta terça-feira votação sobre a medida dos Estados Unidos à ilha; 187 países votaram pela suspensão, enquanto Israel e EUA se opuseram.

A Assembleia Geral da ONU adotou nesta terça-feira, pelo 19° ano consecutivo, uma resolução que pede a suspensão do embargo econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos a Cuba.

A medida imposta pela nação americana está vigente desde os tempos da Guerra Fria.

Abstenções

O órgão das Nações Unidas, composto por 192 países-membros, expressou preocupação com os “efeitos adversos” do embargo ao povo cubano.

Ao todo, 187 países votaram a favor da resolução não-obrigatória da Assembleia Geral. Estados Unidos e Israel votaram contra a suspensão do embargo. Houve três abstenções: Micronésia, Ilhas Marshall e Palau.

Em discurso na Assembleia Geral, o representante americano, embaixador Ronald Godard, explicou a posição do país de não suspender o embargo.

Segundo ele, aqueles que culpam as sanções econômicas dos Estados Unidos como a causa da privação entre os cubanos devem lembrar que a nação americana não tem qualquer restrição em ajuda humanitária e é o principal fornecedor de comida à ilha caribenha.

Delegação

Godard também lamentou que a delegação de Cuba na ONU continue, ano após ano, a rotular o embargo financeiro como um ato de genocídio.

Já o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Parrilla, argumentou que dois anos após o presidente Obama afirmar que buscava “um recomeço com Cuba”, nada mudou.

Segundo Parrilla, as sanções continuam intactas e o impacto traz consequências sérias à população, principalmente na área da saúde, com a restrição do envio de medicamentos.

Bruno Parrilla afirmou também que os danos causados pelo embargo nos últimos 50 anos totalizam mais de US$ 751 bilhões corrigidos, ou mais de R$ 1,2 trilhão.

Pedidos

A resolução da Assembleia Geral reitera pedidos já feitos para que nações “deixem de promover e aplicar leis e medidas” que não estão de acordo com as obrigações dos países em reafirmar a liberdade do comércio.

A posição do órgão também insiste para que os países invalidem o quanto antes restrições desse tipo.

*Com informações da Rádio ONU em Nova York.

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