Olhar atento | Por Roque do Carmo Amorim Neto

À medida que o tempo avança em direção ao final do ano, tenho a impressão de que os dias são mais curtos e as horas parecem voar. Se no relógio nada de fato mudou, em minha percepção a vida está bem mais agitada do que antes e em alguns momentos até mesmo sufocante. Tem sido comum ir para a cama depois de 1h30 da manhã e levantar cinco horas depois para continuar trabalhando. Em meio a uma agenda na qual até mesmo o período de almoço é reduzido a nada mais do que 15 minutos, eu deveria estar me sentindo perdido e absolutamente cansado. Contudo, nunca estive mais feliz e cheio de energia do que nestes últimos meses. Qual o segredo? Um olhar atento…

Nas últimas semanas tenho colocado toda minha atenção nos ideais que me movem. Não quero perdê-los de vista nem mesmo por um segundo, pois sem eles corro o risco de seguir por caminhos errados, ou simplesmente desanimar. Quanto mais atarefado, mais concentrado nos meus objetivos preciso ser. E quanto mais atento ao ponto de chegada, menos pesada a jornada parece ser.

Tenho um projeto. Sei onde quero chegar, e isto faz toda diferença no modo como lido com o tempo, com as pessoas e comigo mesmo. Afirmar que tenho um projeto, um destino, não significa que eu já esteja lá ou que pelo menos esteja muito perto de alcançá-lo. Esta afirmação apenas expressa a minha intencionalidade. Mesmo sem conhecer exatamente que caminho estou tomando, a certeza do ponto de chegada me ajudará a reconhecer a hora de tomar um atalho, a hora de retroceder e também a hora de avançar obstinadamente. É como se o propósito que me atrai também me guiasse, fosse uma espécie de mapa interior.

Quando era criança ouvia com frequência os adultos de minha família repetirem que “para quem não sabe o que quer, qualquer coisa basta!”. Aprendi desde aquele tempo a não me contentar com qualquer coisa. Se posso ser o melhor de mim, por que me contentar com qualquer faceta minha? Se posso ser um vencedor, por que me satisfazer com a derrota?

Ter metas implica necessariamente um planejamento. Não chegarei a ser membro da seleção brasileira de futebol, sem ter passado por meses, anos, de treinos intensos. Pessoas sem metas são mais propensas a desistir facilmente de projetos, sonhos, compromissos e até de si mesmas. E não que sejam pessoas ruins. Elas apenas não encontram sentido naquilo que estão fazendo. Sentem-se como se fossem soldados em uma guerra que não lhes diz respeito.

Desenvolver um senso de propósito mudará completamente minha vida. Melhor dito, mudará completamente o modo como me relaciono com a vida, o tempo, e aquilo que está dentro e fora de mim. A falta de um sonho, de um destino a ser alcançado facilmente leva ao tédio, e do tédio à depressão.

Dos campos de concentração na Europa de décadas passadas às ruas de São Paulo do futuro, o senso de propósito na vida, o olhar atento para os ideais, faz com que a vida se torne como uma ciranda, leve e agradável. Mesmo os problemas parecerão menos assustadores, porque quem sabe onde chegar colocou o poder sobre si dentro de si mesmo, enquanto outros deixam o ambiente lhes controlarem.

Olhe para o passado, veja de onde você veio. Perceba quem você é, onde você está agora. Lance um olhar apaixonado para o futuro, pois no final das contas, você é aquele que percorre a estrada, e também é aquele que está lá no ponto de chegada com os braços abertos, louco para reencontrar a si mesmo. Você se torna o destino que você sonhou!

*Por Roque do Carmo Amorim Neto.

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