Falta vontade política para resolver saneamento, diz relatora

Catarina de Albuquerque disse à Rádio ONU que o tema se tornou um tabu; cerca de 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo não tem acesso a esgoto tratado.

A relatora especial sobre direitos humanos relacionados à água potável e ao saneamento, Catarina de Albuquerque, disse à Rádio ONU que o tema do esgoto tratado tornou-se uma espécie de tabu,

A relatora concedeu a entrevista, minutos antes de fazer uma apresentação seu relatório sobre água e saneamento no contexto dos Objetivos do Milênio às Nações Unidas, em Nova York.

Metas do Milênio

Segundo Catarina de Albuquerque, em nível global, o mundo deve atingir a Meta do Milênio sobre acesso à água potável até 2015, mas o problema do saneamento ainda está longe de ser resolvido.

“O Objetivo do Milênio da Água, a nível global será alcançado. Mas em termos de saneamento estamos a piorar, o que é uma tragédia. Muitos políticos não falam desses problemas porque é um assunto tabu. A solução para esses problemas todos é vontade política. Empenho político para resolver esses problemas”, afirmou.

A relatora afirmou que a falta de saneamento tem custado mais caro ainda às mulheres. Ela mencionou que em alguns países que visitou, ouviu casos de muitas mulheres que esperavam até ao anoitecer para fazer suas necessidades a céu aberto, e no caminho eram vítimas de violência sexual e outras agressões.

*Com informçoes da Rádio ONU em Nova York

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