Estudante baiano está na final da Olimpíada Brasileira de Robótica

O estudante Lucas de Jesus Lima, do Colégio Estadual Aydil Lima dos Santos, localizado no município de Piritiba (a 316 quilômetros de Salvador), vai representar a Bahia na 2ª fase da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que acontece entre os dias 23 a 27 de outubro, em São Bernardo do Campo-SP. A olimpíada científica, apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sucede a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada de 18 a 22 em todo o país.
Entre os estudantes de escolas públicas e privadas inscritos para a OBR no Estado, foi Lucas, de 16 anos, quem obteve o melhor desempenho na modalidade Duathlon, cuja primeira fase é constituída de uma prova teórica sobre diversas disciplinas estudadas na escola. Ele será, portanto, o único baiano a disputar a final da olimpíada nesta modalidade.
Carros futuristas 
O adolescente cursa o 2º ano do ensino médio, mas ressalta que o aprendizado das séries anteriores também foi muito importante para o bom resultado na seletiva. Ele destaca que as orientações do seu professor de física, Sérgio Gasques, foram essenciais para o seu sucesso. “O resultado é ótimo para o meu futuro e para minha autoestima. Parece um sonho”, disse otimista com sua participação na etapa nacional.
Lucas promete ir longe durante o curso que será ministrado pela OBR na fase final da Olimpíada, onde ele, finalmente, viverá a sua primeira experiência prática com a robótica. “Eu sempre gostei de ler matérias sobre carros futuristas, motos, computadores. Também queria descobrir como é feita a transmissão do sinal do controle remoto para o carrinho. Agora, eu creio que vou descobrir porque acho que isso tem um pouco a ver com o funcionamento dos robôs”, revela Lucas.
Para o professor Sérgio Gasques o desempenho de Lucas já é um incentivo para outros estudantes da rede. “Quando eles vêem um colega com condições iguais às dele, conseguindo avançar, ter sucesso, a animação toma conta”, observa. Gasques garante que a função de orientar é gratificante e explica: “é normal eles terem alguma dificuldade para interpretar o enunciado, mas só precisam de um estímulo, aí o professor os incentiva a pensar no uso da palavra, buscarem um sinônimo e eles deslancham”, diz.
Estímulo aos jovens 
A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é uma das olimpíadas científicas apoiadas pelo CNPq que utiliza-se da robótica para estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar talentos, e promover debates e atualizações no processo de ensino e de aprendizagem.

A OBR possui diversas modalidades que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica quanto ao público de escolas que já têm contato com a robótica educacional. A fase final da modalidade Duathlon tem por objetivo levar o universo da robótica a alunos e escolas que nunca tiveram contato com ele.

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