Dilma e Serra adotam posturas amigáveis no último debate antes do 2º turno

Rio de Janeiro, 29 out (EFE).- Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff e José Serra tentaram nesta sexta-feira mostrar facetas amigáveis no último debate antes das eleições do próximo domingo.
Tanto Dilma, do PT, quanto Serra, do PSDB, seguiram a estratégia de suavizar a imagem e deixar para trás uma campanha marcada por ataques e constantes golpes baixos dos dois lados.
Em suas declarações finais, Dilma reconheceu que a campanha foi “dura”, e disse não guardar rancor pelas “calúnias” contra ela. Aproveitou a ocasião para pedir votos para liderar um Governo centrado “nas pessoas e não em números, no cimento ou no tijolo”.
Os dois candidatos se mostraram mais soltos e espontâneos que nos debates anteriores, caminhando pelo estúdio montado pela “Rede Globo”, aproveitando que não tinham púlpitos, e responderam frente a frente às perguntas realizadas por eleitores indecisos selecionados previamente.
No geral, o tom do debate foi moderado. Os dois candidatos evitaram críticas diretas e, ao contrário dos outros encontros, não mostraram reprovação quando o adversário tentou ‘fugir’ de alguma pergunta.
A situação se manteve até no tema da corrupção, uma questão que poderia ter sido utilizada para o conflito, por conta dos escândalos que afetaram recentemente os partidos de ambos.
Em vez de destacar a recente renúncia da sucessora de Dilma no Ministério da Casa Civil, Erenice Guerra, por um caso de corrupção, Serra preferiu defender maior força e autonomia para os órgãos de fiscalização.
O candidato tucano também defendeu a independência da imprensa, que recentemente recebeu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou alguns veículos de “se comportarem como partidos políticos”.
Serra disse que a imprensa “não pode ser coibida, perseguida ou pressionada” já que é responsável por revelar “grande parte das irregularidades” cometidas pelos políticos.
Os dois candidatos falaram ainda sobre propostas em saúde, educação, agricultura, saneamento e meio ambiente, temas nos quais seus partidos compartilham a mesma visão em importantes pontos e que, pelo breve tempo que dispunham para argumentar, dificilmente poderiam ter aprofundado até chegar às diferenças.
As maiores divergências foram vistas na abordagem das políticas sociais e dos programas de distribuição de renda, dos quais dependem cerca de 14 milhões de famílias no país.
Dilma defendeu os programas impulsionados pelo Governo Lula, já que considera a melhoria da vida das pessoas como uma “questão fundamental”.
Enquanto isso, Serra, embora tenha defendido o “fortalecimento” dos subsídios aos mais pobres, também defendeu a criação de mecanismos para estas pessoas deixem de precisar dessas ajudas.

O debate marcou o fim da campanha eleitoral na rádio e na televisão. Os candidatos ainda poderão pedir votos neste sábado em atos de rua, antes do segundo turno deste domingo, com Dilma como favorita, com cerca de 11 pontos percentuais de vantagem nas últimas pesquisas divulgadas.

*Com informações do Deutsche Welle

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