Brasil perde R$ 9 milhões anuais com Mal de Chagas

Dado consta do relatório da OMS sobre doenças tropicais negligenciadas; país também está entre nações com mais casos de dengue na América Latina, e de leishmaniose no mundo.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que 1 bilhão de pessoas, a maioria em países pobres, estão sofrendo com doenças tropicais, também chamadas de infecções negligenciadas.

Num relatório, divulgado nesta quinta-feira, a agência sugere que os casos podem ser reduzidos, em grande proporção, com políticas eficazes.

Cooperação

A organização cita 17 males esquecidos entre eles: hanseníase, raiva, dengue, doença do sono, leishmaniose, doença dos rios e Mal de Chagas.

A OMS também chama a atenção para os prejuízos econômicos de doenças tropicais. Segundo a agência, o Brasil perde o equivalente a pelo menos de R$ 9 milhões, por ano, com ausências trabalhistas por causa do Mal de Chagas. Em sete países sul-americanos, as perdas chegam a US$ 1,2 bilhão.

O médico especialista em doenças tropicais da OMS, Fábio Zicker, disse à Rádio ONU que a agência está investindo em cooperação para combater o problema.

Ferramentas

“Malária, turberculose, leishmaniose, filariose linfática são doenças associadas à situação precária de vida, situações sócioeconômicas e de saneamento. Não existe nenhum arsenal terapêutico eficiente capaz de controlar essas doenças. Então há uma necessidade de promover o desenvolvimento científico, tecnológico e a rede, a colaboração de pesquisadores de diversos países para que se chegue às ferramentas do controle dessas doenças”, explicou.

Metas do Milênio

As doenças tropicais negligenciadas têm apresentado um grande desafio ao cumprimento das Metas do Milênio.
Somente na América Latina, a dengue já contaminou mais de 1 milhão de pessoas nos últimos sete anos.

Seis países da região concentram 75% dos casos de dengue: Brasil, Costa Rica, Colômbia, Honduras, México e Venezuela.

Um outro desafio é a leishmaniose, uma doença predominantemente rural que atinge 1,6 milhão de pessoas anualmente.

Leishmaniose Visceral

Quase 90% dos casos de leishmaniose visceral ocorrem em alguns dos países mais pobres do mundo. Três estão no continente asiático: Bangladesh, Índia e Nepal. Na África: Etiópia e Sudão. No continente americano, o Brasil é o único a fazer parte do grupo.

Ainda de acordo com a OMS, o Brasil tem obtido um forte aumento do número de casos de leishmaniose visceral desde 1999.

A doença, que era epidêmica em áreas rurais, passou a ser notificada também em cidades brasileiras.

*Com informações da Rádio ONU em Nova York

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