Jornal Grande Bahia | Fonte: Carlos Augusto
Publicado 06/07/2010 às 10:38:05 | Atualizado em 16/04/2012 22:11:00
Editorial | Presidente Lula, o legado do crescimento e as eleições de 2010

Dia 31 de dezembro de 2010 completa oito anos em que um metalúrgico ocupa a presidência da república. Pela primeira vez na história republicana do Brasil, uma pessoa oriunda das classes trabalhadoras e representante do pensamento e da ideologia Marxista, chega ao poder. Ao analisarmos os avanços sociais do Governo Lula, veremos a retomada da própria identidade nacional diante de outras nações. Um orgulho de ser brasileiro, e como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao defender em discurso na cidade de Copenhague, que as Olimpíadas de 2016 fossem realizadas no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, com a declaração: “Sim, nós podemos”. Que não foi um plágio ao presidente estadunidense Barack Obama, mas, uma afirmação mais profunda: somos nações coirmãs e podemos realizar feitos extraordinários. O próprio presidente tem em sua biografia uma trajetória de superação. Ele carrega como muitos a identidade nacional, da superação, do trabalho, do amor ao próximo do sentimento de brasilidade, do gosto pelo futebol. Lula foi retirante nordestino, trabalhadora, sindicalista, militante, preso político, parlamentar e presidente. Jamais tive a oportunidade de conversar pessoalmente com este ícone dos tempos pois modernos. Mas sempre me chamou a atenção o fato de tantos doutores, professores, sociólogos, lideres políticos o admirarem, bem antes dele se tornar presidente. É preciso um certo grau de genialidade, para poder liderar com carisma. Um tipo de genialidade que não é matemática, linguística, esportista, cito a genialidade do amor ao próximo, da noção de historicidade, do sentimento de transformação social, do seu papel como agente da mudança. Sim, nós podemos. Podemos nos tornar uma das nações mais socialmente desenvolvidas do século XXI. Podemos erradicar as favelas, educar o povo, dar-lhes oportunidade de emprego e locomoção. O tamanho do esforço não é pequeno. Mas olhando os últimos oito anos, podemos dizer, sem medo de errar, que o modelo Marxista/Keynesiano está dando certo. As políticas sociais que tem nas audiências públicas o seu ponto forte, levam o povo a debater sobre o melhor caminho que o Estado deve seguir. Assim como a imprensa Norte Americana escolhe um lado, e declara com que candidatos estará alinhada. Nós que nos baseamos no modelo de jornalismo independente, crítico, analítico e afirmativo entendemos que é necessário nos posicionar diante do processo eleitoral. Afirmar para os nossos mais de 100 mil leitores, o entendimento de Projeto de Nação, de modelo socioeconômico. E isto não significa suprimir outras correntes ideológicas, negar-lhe espaço, distorcer opiniões. Pois sendo jornalista, entendo que é na pluralidade que se afirma a própria noção de democracia. É na crítica in statu quo anteque se firmar a progressão do espírito humano e a concretude da liberdade de reflexão e ação. Enquanto Dilma Rousseff defende um modelo de continuidade com aprofundamento das ações de Estado, na transformação das classes menos favorecidas. José Serra tenta defender um modelo com menor ingerência do Estado e com mais iniciativa privada. Repete-se a discussão filosófica: Queremos um modelo Marxista ou Smithiano? Queremos a continuidade das transformações sociais e econômicas do Governo Lula com a eleição de Dilma Rousseff? Ou, queremos a retomada do modelo sócio econômico denominado de Consenso de Washington. Retomando o fracassado modelo social do governo Fernando Henrique Cardoso. Que legou um país prostrado diante das forças capitalista e um Estado submisso a interesses particulares. Negando ao povo, soberano da nação, a oportunidade de levarem uma vida com dignidade? Resposta simples Para nós do Jornal Grande Bahia. Com. Br a resposta é simples. Queremos que Dilma Rousseff dê continuidade as profundas transformações em curso na sociedade brasileira. Que retome a Vale do Rio Doce para a órbita governamental, pois é inconcebível que uma mineradora privada opere volumes imensos da raiz do que dá forma ao PIB nacional. Que vem a ser os recursos naturais escassos. Manipulado a riqueza do povo, para interesses particulares. Queremos que mais navios, plataformas sejam construídos. Que casas populares deem lugar as favelas. Que mais hospitais, postos de saúde sejam erguidos. Desejamos um país que olhe para os vizinhos como nações coirmãs. Que olhe para o continente africano e veja um pouco de si próprio, com compaixão. Desejamos e cobraremos do próximo presidente uma ação maior do Estado que objetive mais educação, emprego e menos impostos. Certamente Dilma Rousseff, pela sua trajetória e por representar um projeto que construiu 10 das 23 universidades federais. Ajudou a erguer na Bahia, cinco hospitais regionais. Retomou o projeto de construção da industria naval, introduziu escolas técnicas federais. Deve ser eleita e assumir a presidência para concretizar o sonho de uma nação. Alcançar o estágio de pleno desenvolvimento social. Eu me lembro que ao deixar a presidência da república, FHC legou ao presidente Lula, dívidas. Mas, Lula entregará a próxima presidente um país credor, com capacidade de investimento e respeito internacional. Se isto não for motivo para votarmos em Dilma. Que tal pensarmos: Só teremos uma sociedade justa quando cada brasileiro, for educado, morar com dignidade e conseguir com o suor do próprio trabalho, levar o pão à mesa de sua família. Um compromisso assumido pelo Partido dos Trabalhadores, cujo expoente maior, Lula, concretizou em parte, e agora pede para que este projeto seja continuado com Dilma Rousseff. Nos identificamos com estes compromissos. E cobraremos. Pois não existe sociedade de homens livres onde muitos estão acorrentados à pobreza, e não digo apenas material, mas educacional e espiritual. É preciso avançarmos nas transformações sociais.  Saiba + Discurso do presidente Lula: "Olhando para os cinco aros do símbolo olímpico, vejo neles meu país. Um Brasil de homens e mulheres de todos os continentes: americanos, europeus, africanos, asiáticos, todos orgulhosos de suas origens e mais orgulhosos de se sentirem brasileiros".  Dilma Rousseff: ficha de terrorista, os anos de chumbo, noção de herói, o silêncio da elite, e a cristalização do povo no poder

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